Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
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O líder norte-coreano Kim Jong Un ameaçou usar todas as suas capacidades militares, sem descartar armas nucleares, caso os “imperialistas dos Estados Unidos e seu fantoche” (em alusão à Coreia do Sul), ataquem seu país. 

A declaração foi dada durante o 60ª aniversário da fundação da Universidade de Defesa Nacional, celebrado na segunda-feira (07/10). Entretanto, as falas foram publicadas nesta terça (08/10), pelo jornal oficial do Partido dos Trabalhadores de Pyongyang, o Rodong Sinmun.

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“Se o inimigo tentar usar a força contra o nosso Estado, nossas forças armadas usarão todos os ataques sem hesitação, e o uso de armas nucleares não será descartado”, afirmou. 

De acordo com Kim, os governos sul-coreano e norte-americano estão travando um esforço de guerra ao consolidar sua relação militar numa aliança nuclear. Ainda segundo ele, esse “comportamento provocativo” ameaça corromper “o equilíbrio de poder na península coreana” a qualquer momento.

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“A ruptura do equilíbrio estratégico de poder na península coreana significa guerra. Não permitiremos que esse equilíbrio de poder seja interrompido de forma alguma”, pontuou. “Quanto mais o inimigo tenta ganhar superioridade no poder e reverter a situação estratégica usando a ‘aliança nuclear’ como arma, mais devemos avançar na ciência e na indústria de defesa, fortalecendo a dissuasão de guerra de autodefesa em uma extensão infinita.”

No domingo (06/10), um comunicado publicado pelo Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte também acusou os Estados Unidos de serem os responsáveis pela escalada de tensões no mundo e pela articulação de guerras apenas com a finalidade de se manterem em posições hegemônicas.

Reprodução/Yon Hap News Agency
Kim Jong Un faz uma visita comemorativa à Universidade de Defesa Nacional ‘Kim Jong Un’ em seu 60º aniversário

Ainda em seu discurso na universidade, o líder de Pyongyang criticou uma declaração feita pelo presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol dias atrás, quando alegou ter “uma capacidade esmagadora de poder militar” contra o vizinho do norte. Em resposta, Kim chamou-o de “anormal”, e o ridicularizou por ameaçá-lo enquanto não tem sequer “uma única arma estratégica”.

“Falávamos sobre a liberação do sul ou sobre a unificação pela força. Agora não nos importamos, porque somos dois Estados separados. Não temos intenção de atacar a República da Coreia [do Sul] e é perturbador até mesmo estar ciente [da existência] daquele país”, acrescentou Kim.

Diante da ameaça norte-coreana, Yoon concedeu uma entrevista à Associated Press (AP) indicando que, caso Seul for confrontado com armas nucleares, Kim enfrentará “o fim de seu regime” por meio de uma “uma resposta resoluta e destrutiva da aliança Coreia do Sul-Estados Unidos”.

“A Coreia do Norte pode continuar fazendo provocações, falando de testes nucleares e lançamento de mísseis balísticos a fim de atrair a atenção dos Estados Unidos e da comunidade internacional”, disse o mandatário sul-coreano.