Hassan Aboud, líder do Ahrar al-Sham – um dos grupos mais poderosos da oposição síria -, afirmou neste sábado (21/12) que rejeitará qualquer acordo de paz negociadado na próxima conferência de Genebra em janeiro. Em entrevista a rede AlJazeera, disse também que a oposição jamais participaria de um diálogo com a presença do presidente Bashar al-Assad.
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Agência Efe
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Com a negativa de um dos principais grupos da oposição síria, o diálogo de paz inédito pode ser enfraquecido. “Independentemente do que aconteça (em Genebra), nós continuaremos a revolução até restaurarmos nossos direitos e nossa dignidade”, afirmou Hassan Aboud.
O Ahrar al-Sham, que agora recusa os diálogos de paz, é um dos acusados pela HRW (Human Right Watch) de cometer crimes contra a humanidade. Segundo documentos da HRW divulgados em outubro, os opositores realizaram massacres em regiões de domínio do estado sírio, financiados por multimilionários do Golfo Pérsico.
Genebra
A ONU (Organização das Nações Unidas) confirmou em novembro que a conferência de paz para a Síria, conhecida como Genebra-2, será realizada em 22 de janeiro de 2014. A reunião, que desde junho foi adiada várias vezes, é considerada o único fórum no qual o governo e oposição sírios podem manter negociações para chegar a um acordo político que ponha um fim ao conflito no país árabe, iniciado durante a Primavera Árabe, em março de 2011, e que se transformou em uma guerra civil. Foram registrados 120 mil mortos no últimos 31 meses e nove milhões de pessoas desalojadas.
A conferência “levará o governo sírio e à oposição à mesa de negociações pela primeira vez desde que começou o conflito”, declarou a ONU ao comunicar a data do evento. No entanto, com a recusa do Ahrar al-Sham, o encontro pode ficar enfraquecido.
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