Oitenta e sete deputados do total de 150 que formam a Câmara baixa do Parlamento jordaniano assinaram nesta segunda-feira (13/05) uma solicitação para submeter o governo do primeiro-ministro Abdullah Ensur a uma moção de censura.
Os deputados, que pertencem a vários blocos políticos, reagiram ao fato de o Executivo não ter expulsado do país o embaixador israelense em Amã, Daniel Nevo, e não retirou o jordaniano, Walid Obeidat, de Israel, como a câmara exigiu na quarta-feira.
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Nesse mesmo dia, os legisladores jordanianos votaram por unanimidade a favor de ambas as medidas, em protesto pela detenção do grande mufti de Jerusalém, xeque Mohammed Hussein, e os últimos distúrbios na Esplanada das Mesquitas. Em resposta à decisão do Parlamento, o ministro jordaniano das Relações Exteriores interino, Hussein Mayali, convocou o embaixador israelense.
A moção de censura é o primeiro empecilho político para o gabinete de Ensur, que no mês passado ganhou a confiança do Parlamento por uma margem estreita. Espera-se que a câmara decida com respeito à solicitação em sua próxima sessão, que será realizada na quarta-feira (15/05).