Quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
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As mais de 250 mil mensagens diplomáticas sigilosas vazadas neste domingo (28/11) pelo website WikiLeaks teriam saído do Pentágono pelas mãos do militar norte-americano Bradley Manning, de 23 anos, ex-analista de inteligência do exército dos EUA. Apesar de estar preso desde maio – suspeito de ter sido o responsável por tirar dos arquivos secretos outros dados e um vídeo já publicados pelo mesmo site – , ele vem sendo tratado pela mídia internacional como principal suspeito da nova quebra de sigilo.

Até agora, porém, não foram apresentadas provas ou acusações federais contra Manning. A suspeita foi levantada por diversos veículos, levando em conta apenas sua participação na divulgação de um vídeo pelo WikiLeaks, no início do ano, o que comprovaria o envolvimento do ex-analista com o website. As imagens mostravam um ataque por helicóptero no qual 12 pessoas morreram no Iraque em 2007. Desde então, Manning está preso em uma cela solitária na Virgínia (EUA) e pode ser condenado a até 52 anos de prisão.

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A denúncia sobre seu envolvimento com o vídeo do Iraque foi feita pelo hacker Adrian Lamo, que afirmou às autoridades norte-americanas que Manning havia dito, em mensagens por chat, que divulgaria documentos que fariam milhares de diplomatas terem “ataques cardíacos”, pois mostraria “como o Primeiro Mundo explora o Terceiro, em detalhes”.

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“Todo o arquivo da política externa estará acessível ao grande público, em formato que permite pesquisas”, disse Manning, segundo a denúncia de Lamo.

Na época, os dados teriam sido contrabandeados para fora da base militar dos EUA disfarçados como CDs da cantora norte-americana Lady Gaga e posteriormente transferidos para um pen drive. Manning, que é homossexual assumido, fingiu ficar ouvindo a música Telephone, de Gaga e Beyoncé, enquanto fazia cópia dos arquivos sigilosos.

“Ninguém suspeitou de nada. Enquanto eu ouvia e cantava Telephone, copiava os dados do maior vazamento de dados da história dos EUA”, disse no mesmo chat.

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Mensagens vazadas teriam sido camufladas como CDs de Lady Gaga

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