Os governos do México e do Chile anunciaram que enviarão nesta quinta-feira (16/02) uma equipe de peritos a Honduras para ajudar as autoridades locais no reconhecimento dos corpos das vítimas do incêndio que matou 355 presos na penitenciária de Comayagua.
No caso do México, o envio dos técnicos faz parte de um dos acordos feitos nesta quarta-feira (15) entre o presidente hondurenho, Porfírio Lobo, e seu homólogo mexicano, Felipe Calderón, que prometeu ao seu colega, por telefone, enviar apoio humano e material para enfrentar a situação.
Segundo fontes oficiais mexicanas, os médicos forenses pertencem à Procuradoria-Geral da República do México e chegam nesta sexta a Tegucigalpa para colaborar na identificação.
Também é enviado a Honduras um pacote de material médico para atender às pessoas que sofreram queimaduras e feridas.
Entre a equipe chilena, viajam dois médicos, um dentista, um antropólogo, um arqueólogo, um bioquímico, um fotógrafo e outras pessoas ligadas ao IML (Instituto Médico Legal) chileno.
Além de ajudar no reconhecimento dos corpos, a equipe chilena irá prestar também apoio psicológico aos familiares dos detentos mortos.
O incêndio, ocorrido no fim da noite de terça-feira (14), foi a maior tragédia em penitenciárias na América Latina nos últimos 25 anos. Ainda não se sabe o que teria originado as chamas.
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