Quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
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O governo do México reconheceu ontem (24/10) que “há rincões na rota dos imigrantes [latino-americanos ilegais] onde é impossível ter agentes federais, marinheiros ou soldados para garantir a segurança”.

Segundo o recém-nomeado comissário do Instituto Nacional de Migração, Salvador Beltrán del Río, cerca de dois meses antes do massacre de 72 estrangeiros clandestinos – dos quais acredita-se que ao menos cinco eram brasileiros -, crime ocorrido na fronteira com os Estados Unidos em agosto passado, o presidente Felipe Calderón nem pensava em modificar sua estratégia migratória.

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Mas, agora, o objetivo das autoridades é garantir “a segurança das pessoas que transitam por nosso país para chega aos Estados Unidos”, continuo Beltrán del Río. “De nenhuma maneira pretendemos criar um muro na fronteira sul ou criar uma patrulhar” para combater o ingresso dos latino-americanos ilegais, esclareceu o funcionário.

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Há 15 dias no posto, Beltrán del Río admitiu que o trabalho solicitado pelo governo “não é pequeno”, já que o fenômeno migratório “está rompendo paradigmas e apresentando situações que antes não eram vividas, como o sequestro, a extorsão e o tráfico de pessoas”.

“O que estamos fazendo é alertar todas as pessoas que cruzam o nosso território das circunstância pelas quais atravessa o México em matéria de crime organizado”, explicou, referindo-se às atividades empreendidas nos últimos meses.

Salvador Beltrán del Río informou também que as autoridades já traçaram com 17 países da América Latina uma estratégia integral para prevenir e combater o sequestro de migrantes.

Violência

As execuções dos 72 latino-americanos, a maioria proveniente da América Central, chocou o mundo e demonstrou a debilidade da segurança no México. Os clandestinos, que provavelmente cruzaram o país a partir da divisa com a Guatemala, foram mortos ao se recusarem trabalhar para narcotraficantes do cartel Los Zetas, um dos mais sanguinários entre os grupos armados mexicanos.

Até o momento, sabe-se que duas pessoas sobreviveram à chacina – um equatoriano e um hondurenho. O grupo, como muitos latino-americanos, pretendia ingressar nos Estados Unidos, em busca de melhores condições de vida.

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México lança alerta sobre falta de segurança aos imigrantes ilegais‏

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