O México tirou 13,4 milhões de pessoas da pobreza em um período de seis anos, entre 2016 e 2024, segundo dados de seu Instituto Nacional de Estatística e Geografia (INEGI), revelados na última quarta-feira (13/08).
De acordo com o relatório, o governo de esquerda do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador (2018-2024) reduziu o número de pessoas em situação de pobreza no país de 51,9 milhões em 2018 para 38,5 milhões em 2024.
El #INEGI por primera vez realiza la medición de la Pobreza Multidimensional.
La población en situación de pobreza multidimensional es aquella cuyos ingresos son insuficientes para adquirir los bienes y los servicios que requiere para satisfacer sus necesidades y no tiene… pic.twitter.com/oKMvE8eFNv
— INEGI INFORMA (@INEGI_INFORMA) August 13, 2025
Os números significam que 43,2% da população mexicana vivia em situação de pobreza em 2016. Em 2024, o dado caiu para 29,6% – 3 em cada 10 pessoas no México.
O documento do INEGI é o primeiro que mede a Pobreza Multidimensional, compreendida pelo instituto como um medidor no qual as pessoas não têm renda “para comprar bens e serviços necessários para satisfazer suas necessidades”.
Outra característica do indicador é a falta de acesso a alguns direitos básicos como educação, saúde, moradia e alimentação.
O INEGI ainda compreende por extrema pobreza a situação em que pessoas que apresentam três ou mais déficits entre as privações sociais e têm renda abaixo do equivalente ao valor monetário mensal da cesta básica por pessoa.

Neste medidor, o México tirou 1,7 milhões de pessoas da extrema pobreza no mesmo período. Em 2016, 8,7 milhões viviam nesta condição, ou seja, 7,2% da população. Em 2024, caiu para 7 milhões, 5,3%.
Já no quesito pobreza moderada, o instituto revela que no ano de 2016 havia 43,5 milhões de pessoas, 36%, no indicador que aborda algumas privações de direitos. Já em 2024, 31,5 milhões, ou seja, 24,2%. A redução foi de 12 milhões.
Além dos indicadores quantitativos, o documento mostra que a pobreza foi reduzida durante este período em todos os 32 estados do país.
Apesar de apresentar os dados, o INEGI não aponta as causas diretas da mudança no cenário social do país. Por outro lado, o jornal mexicano La Jornada afirma que “a tendência coincide com o aumento real de 116,4% nos salários mínimos e o aumento dos gastos com programas sociais”.
O dado mencionado pelo periódico local foi retirado da Pesquisa Nacional de Renda e Despesa Domiciliar (Enigh) de 2024 do INEGI. De acordo com o levantamento, a renda trimestral média das famílias mexicanas aumentou 15,7% entre 2018 e 2024, de 67.319 para 77.864 pesos (cerca de R$23 mil reais).
As políticas sociais e reformas promovidas por López Obrador durante seu governo têm sido continuadas e expandidas por sua sucessora, a presidente Claudia Sheinbaum, que tomou posse do governo mexicano em outubro de 2024.