O ministro italiano do Meio Ambiente Corrado Clini confirmou nesta segunda-feira (16/01) que um material líquido não identificado está vazando do navio Costa Concórdia, que afundou na sexta-feira próximo à ilha de Giglio, em acidente que causou a morte de seis pessoas, enquanto outras 12 ainda estão desaparecidas.
De acordo com o ministro,barreiras de proteção já estão sendo posicionadas no local do acidente.
Mais cedo, Clini já havia alertado para o alto risco de que o acidente resultar em um desastre ambiental. A empresa responsável pela embarcação, a Costa Cruzeiros, confirmou que o barco carregava cerca de 2.300 toneladas de combustível.
Durante a manhã, as operações de resgate chegaram a ser suspensas por algumas horas em razão do mau tempo e pelo navio ter sofrido uma leve inclinação.
Culpa
Pela manhã,em uma coletiva, o diretor-executivo da Costa Cruzeiros culpou o capitão do navio, Francesco Schettino, pelo naufrágio. Foschi confirmou que o comandante fez uma manobra sem autorização quando se aproximou da ilha de Giglio. A manobra seria uma “homenagem” ao maître Antonello Tievoli, que é natural da ilha. Pouco antes do acidente, Patrizia, irmã de Antonello, havia informado seus amigos através das redes sociais que a embarcação chegaria à ilha em 60 minutos, e que passaria “pertinho, pertinho”.
Foschi, no entanto, prometeu dar auxílio jurídico ao capitão, que pode pegar até 15 anos de prisão. Schettino e seu assistente, Ciro Ambrosio, permanecem detidos.
A caixa-preta da embarcação, com informações técnicas e de navegação já foi resgatada e está sob domínio de autoridades locais para uma investigação.
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