Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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A líder de um grupo de exilados uigures – população à qual pertence o suspeito de ter causado o acidente na Praça da Paz Celestial na última segunda feira (28/10), em Pequim, na China – manifestou preocupação com represálias das autoridades chinesas contra a etnia. O acidente que tem sido tratado como um ato terrorista pelas autoridades, deixou cinco mortos e mais de 40 feridos. Na quarta-feira (30), foram presas cinco pessoas associadas ao ocorrido.

De acordo com a líder do Congresso Mundial de Uigures, Rebiya Kadeer, forças de segurança foram deslocadas para a província de Xinjiang, no Noroeste da China, e estas forças estão repreendendo a população. Segundo ela, os detalhes do acidente ainda não foram esclarecidos – apesar de  três pessoas que estavam no automóvel que causou o acidente serem uigures – e a alegação do governo chinês de que o ocorrido foi um ato terrorista não pode ser aceita.

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Rebiya pediu que o governo chinês proteja os direitos das minorias étnicas, que a comunidade internacional acompanhe atentamente o caso e que seja conduzida uma investigação independente sobre o acidente.

No início da semana, um automóvel identificado como um jipe atropelou uma multidão na Praça da Paz Celestial por volta das 13h (3h no horário de Brasília). Várias pessoas foram levadas a hospitais nas imediações. A suspeita da polícia é a de que o ato esteja relacionado a grupos da província autônoma de Xinjiang, local de origem do jipe, onde há uma população multiétnica de maioria uigur.

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Acidente, tratado como um ato terrorista pelas autoridades, deixou cinco mortos e mais de 40 feridos

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