Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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A União de Organizações Indígenas Camponesas de Cotacachi (Unorcac) continuará sua mobilização em Cotacachi, província de Imbabura, apesar de a Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE) ter declarado que não continuará com a greve nacional diante da brutal repressão que deixou três mortos, 296 feridos, 205 detidos e 15 desaparecidos temporariamente, segundo a Aliança pelos Direitos Humanos do Equador.

A presidente da Unorcac, Martha Tuquerres, anunciou que a região de Cotacachi continuará sua resistência e que nesta quinta-feira (23/10) acontecerá uma grande marcha pela dignidade. A organização também afirmou que haverá uma declaração e uma decisão coletiva de todas as organizações de Imbabura, em resposta ao anúncio da CONAIE do fim da greve nacional.

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“Continuaremos lutando pela memória daqueles que deram suas vidas nesta mobilização e pela liberdade de nossos companheiros injustamente presos. A decisão sobre o futuro da greve será tomada em assembleia popular “, disse um porta-voz, citado pela mídia local.

Da mesma forma, a liderança da Unorcac e o movimento popular declararam que 134 membros da organização ficaram feridos, dos quais seis estão em estado crítico , enquanto os demais apresentam ferimentos leves e permanecem estáveis.

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“Também agradecemos a toda a comunidade de Cotacachi, bem como às diversas províncias e organizações de caridade que se uniram a esta causa, demonstrando mais uma vez que a união é a nossa maior força”, disseram.

Segundo a Rádio Pichincha, isso reflete o fato de que a CONAIE está enfrentando uma ruptura com suas bases na Serra Norte do Equador.

A greve nacional de um mês promovida pela CONAIE teve como objetivo conter as políticas neoliberais do governo de Daniel Noboa, a restauração do subsídio ao diesel, que elevou o preço do galão de US$ 1,80 para US$ 2,80 , bem como os projetos extrativistas e o impacto nas comunidades indígenas.

(*) com teleSUR