Quarta-feira, 22 de abril de 2026
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O Ministério Público de Termini Imerese abriu neste sábado (24/08) uma investigação de homicídio culposo sobre as mortes do bilionário britânico Mike Lynch e outras seis pessoas no naufrágio de um iate de luxo na costa da Sicília, no sul da Itália.

O promotor italiano Ambrogio Cartosio anunciou que até agora o inquérito não tem nenhuma pessoa individual como alvo, mas que “poderia ser possível” incluir quaisquer suspeitos na investigação antes da recuperação do veleiro.

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Segundo Cartosio, os sobreviventes da tripulação “não devem permanecer na Sicília, porque não há obrigação legal”, mas precisam “dar a máxima disponibilidade” se tiverem que prestar depoimento. A única exceção é o comandante, o neozelandês James Cutfield, que deverá ser ouvido novamente.

“O processo foi aberto contra desconhecidos com a hipótese de acusações de naufrágio culposo e homicídio culposo por negligência”, informou.

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Durante a coletiva, os promotores, incluindo Raffaele Cammarano, que está coordenando a investigação, classificaram a tragédia como “um evento repentino e abrupto”, tendo em vista que o veleiro foi “atingido por uma forte tempestade”.

“Os passageiros não tiveram tempo de escapar porque estavam dormindo em suas cabines a bordo do iate, que era de propriedade de Lynch”, disse o promotor, destacando que “havia um tripulante na ponte quando ocorreu o temporal”.

Divulgação / Perini
Iate Bayesian, veleiro tem 56 metros, foi construído pelo estaleiro Perini Navi em Viareggio, na Itália

De acordo com Cammarano, agora a investigação visa precisamente perceber o que aconteceu, principalmente porque “os ocupantes do veleiro tinham desembarcado em Cefalù no dia anterior e não tinham desembarcado em Porticello”.

Além disso, explicou que, “no momento, não temos certeza de que exista uma caixa preta”. “Nesta fase o foco está na busca. Temos que aguardar a recuperação do veleiro. Não podemos confirmar se as portas estavam abertas”, acrescentou.

O que aconteceu

O iate afundou na última segunda-feira (19/08) devido a um tornado repentino enquanto estava estacionado no Porto de Porticello, nos arredores de Palermo. Uma câmera de segurança de uma residência próxima do local do incidente mostrou que a embarcação desapareceu em apenas 60 segundos.

Chamado Bayesian, o veleiro tem 56 metros, pesa 473 toneladas e foi construído pelo estaleiro Perini Navi em Viareggio, na Itália, para realizar viagens de luxo. A embarcação tinha bandeira britânica e levava 12 passageiros e 10 tripulantes.

Além de Lynch e sua filha, Hannah, de 18 anos, a tragédia matou Ricardo Thomas, cozinheiro da embarcação; Jonathan Bloomer, presidente do banco Morgan Stanley International, e sua esposa, Judy Bloomer; o advogado de Lynch, Chris Morvillo, e sua mulher, a designer de joias Neda Morvillo.

Lynch havia levado amigos e familiares para o iate Bayesian para celebrar o fim de um processo legal de 12 anos decorrente da venda bilionária de sua empresa de tecnologia para a HP.

(*) Com Ansa.