O ex-presidente egípcio, Hosni Mubarak, e seus dois filhos Alaa e Gamal foram condenados neste sábado (09/05) a três anos de prisão na repetição do julgamento por apropriação ilegal de fundos públicos destinados as despesas do palácio presidencial.
O juiz Hassan Hasanein também ordenou o pagamento de uma multa conjunta de 125 milhões de libras egípcias (R$ 595.050.000), a mesma quantidade da qual os três eram acusados de ter se apropriado indevidamente.
Mubarak, de 87 anos, está preso desde 2012 e passou a maior parte do tempo sob vigilância no Hospital das Forças Armadas de Maadi, devido ao deteriorado estado de saúde. O ex-presidente foi levado à Academia de Polícia do Cairo em um helicóptero hospitalar. Alaa e Gamal haviam sido libertados no dia 23 de janeiro.
O promotor acusou Mubarak, na qualidade de servidor público como presidente do país, e seus dois filhos, de apropriação indevida do orçamento geral dos palácios presidenciais, entre os anos 2002 e 2011.
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Ao finalizar a leitura da sentença, Alaa e Gamal foram imediatamente detidos e transferidos ao Presídio de Torá. O departamento de prisões informará à Procuradoria Geral sobre a situação para que determine o futuro dos filhos do ex-presidente e para decidir se a prisão preventiva implicará uma possível redução da pena.
Mubarak, por sua vez, voltou ao hospital militar, no sudeste do Cairo, e será a Promotoria que decidirá sobre sua libertação, caso seja computado o tempo que já esteve preso, ou ordenará seu envio à Prisão de Torá.
A repetição do julgamento ocorre depois que, em janeiro, o Tribunal de Cassação anulou a sentença anterior da Corte Penal, que condenava Mubarak a três anos de prisão e seus filhos a quatro anos cada um, ao considerar que na audiência não foram respeitados os procedimentos legais oportunos.
(*) Com Efe