Segunda-feira, 5 de outubro de 2026
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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aprovou nesta terça-feira (17/11) a construção de 436 casas em Ramat Shlomo e outras 18 em Ramot, ambos assentamentos judaicos situados em território palestino em Jerusalém Oriental ocupado por Israel.

O projeto, que irá expandir os assentamentos e pretende abrir caminho para a construção de mais mil casas na região, foi anunciado em 2010, mas acabou sendo paralizado em 2013, por pressão diplomática dos EUA. Na época ainda estavam em andamento as últimas – e posteriormente fracassadas – conversas de paz entre palestinos e israelenses.

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Agência Efe

Netanyahu autorizou a construção de 454 casas que irão expandir os assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental

Netanyahu foi duramente criticado pela população judia por causa da paralização das obras, principalmente após o ínicio da nova onda de violência entre palestinos e israelenses. Neste contexto, o movimento colono exigiu a retomada das construções como medida de fortalecimento da ocupação. 

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“Como sempre, ele [Netanyahu] está cinicamente tirando vantagem da situação para passar sua decisão provocativa e desafiadora  sob o radar. Por que retomar a construção de Ramat Shlomo agora? Por que todas as potências mundiais estão preocupadas com os atentados na França e não estarão prestando atenção para denunciar a decisão?”, criticou Omer Ber-Lev, membro do Parlamento israelense pelo partido União Sionista, em declaração ao Haaretz.
 

Obras serão retomadas após paralisação de dois anos; Autoridade Palestina condenou política de assentamentos: 'flagrante violação da lei internacional'

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Em comunicado, a Autoridade Palestina condenou o plano israelense e os assentamentos como um todo, classificando-os como “violação flagrante da lei internacional” com o objetivo de impedir o estabelecimento de um Estado palestino.

A medida, porém, rendeu elogios a Netanyahu por parte de seus colegas de partido, o Likud, e de políticos do partido Casa Judaica, ambos de direita. “Nós acreditamos que este é o começo de uma mudança na política do governo com relação aos direitos de construção na terra dos nossos antecessores”, escreveram alguns membros deste último em nota conjunta.

Por volta de 500 mil israelenses vivem em assentamentos na região leste de Jerusalém Oriental, entre quase 2,4 milhões de palestinos. A região foi ocupada por Israel em 1967, junto com Cisjordânia, Gaza e Golã, mas a comunidade internacional, baseada em leis internacionais, não a reconhece como israelense, mas sim como território palestino ocupado. 

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