O Ministério da Saúde do Japão divulgou nesta sexta-feira (24/02) que, a partir do dia 1º de abril, serão adotadas normas mais restritivas sobre a radioatividade em alimentos. O objetivo é reduzir os limites permitidos de césio em produtos alimentícios. A decisão ocorre em razão das consequências dos acidentes da usina nuclear de Fukushima-Daichii, no Nordeste do Japão, iniciada por um tsunami ocorrido em 11 de março do ano passado.
As medidas de restrição foram definidas após vários meses de debates. As autoridades japonesas decidiram impor um limite de 100 bequeréis de césio radioativo por quilograma para alimentos em geral – carne, peixe, fruta e legumes. Até então, o máximo permitido chegava a 500 bequeréis.
O limite é ainda mais severo em casos de alimentos destinados a crianças e em bebidas em geral, que não poderão ter mais de 50 bequeréis de césio radioativo por quilograma. No caso do leite, o rigor é ainda maior – haverá redução de 200 bequeréis para 10 bequeréis.
As medidas contrariam os agricultores da província de Fukushima – região que sofreu de forma intensa a contaminação gerada por explosões e vazamentos da usina. Para os produtores rurais do local, a severidade imposta pelas novas normas pode levar à proibição da venda de alguns dos seus produtos, que até agora eram tolerados.
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