
Em um momento no qual a instabilidade do sistema financeiro mundial caminha de mãos atadas com a repressão institucional à reforma de estruturas de poder, nenhum artigo poderia ser mais precioso do que aquele que nos faz recordar do direito jurídico enquanto um possível alicerce para a coerção do Estado.
Crítica aos setores mais conservadores da burguesia e advogado do pensamento econômico marxista, O socialismo jurídico foi publicado anonimamente por Friedrich Engels e Karl Kautsky em 1887 e agora recebe da Boitempo Editorial mais uma edição em português.
O volume chega às livrarias a partir da próxima segunda-feira (26/03) e compõe uma ambiciosa tentativa da Boitempo de reunir em nosso idioma toda a volumosa obra de Marx e Engels. Traduzido por Lívia Cotrim e Márcio Bilharinho Naves, traz ao leitor os parâmetros que levam o pensador mais marcante dos últimos cem anos a concluir o direito jurídico enquanto mero reflexo das condições econômicas de uma sociedade.
Como coloca em sua resenha o professor de Filosofia do Direito Alysson Leandro Mascaro, responsável pela orelha da edição, “o direito é, irremediavelmente, uma forma do capitalismo. Assim sendo, é a revolução – e não a reforma por meio de instituições jurídicas – a única opção realmente transformadora das condições das classes trabalhadoras”.

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