Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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A NSA (sigla em inglês para Agência de Segurança Nacional) compartilha informações secretas com a CIA para que o governo dos EUA realize ataques militares com drones — aviões não tripulados — no Oriente Médio. As informações são do jornal norte-americano The Washington Post.

Documentos vazados pelo ex-funcionário da CIA Edward Snowden comprovam que a agência trabalha em parceria com outros departamento do governo, fornecendo dados de inteligência e tecnologia recolhidos do esquema de espionagem montado por Washington. A notícia foi divulgada nesta quinta-feira (17/10) pela imprensa norte-americana.

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“A absurda máquina de vigilância montada pelos EUA”

Agência Efe

Documentos vazados por Edward Snowden comprovam participação da NSA em ataques com drones

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Segundo os documentos vazados, um dos objetivos da NSA é fazer monitoramento eletrônico para usar as informações recolhidas de forma estratégica para realizar operações militares no Oriente Médio.

Na semana passada, o líder talibã paquistanês Hakimullah Mehsud afirmou estar “aberto a negociações” com o governo de seu país que, segundo ele, trabalha em parceria com os EUA para realizar ataque com drones. Segundo informações da Agência Efe, Mehsud disse que para que qualquer cessar-fogo ser crível, “é importante que parem os ataques de drones”.

Leia mais:
Brasil terá que proteger Snowden se quiser mais informações sobre espionagem dos EUA

Questionado sobre o motivo do fracasso de anteriores tentativas de conseguir a paz, Mehsud culpou o Executivo de Islamabad. “O governo do Paquistão bombardeia gente inocente devido à pressão dos EUA. Os ataques de drones realizados por norte-americanos foram apoiados pelo Paquistão. Depois eles pressionaram o Paquistão para que fossem lançadas operações nessas áreas”, o que foi acatado, argumentou.

Agência dos EUA trabalha com informação recolhida do esquema de espionagem para que governo use em operações militares

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Brasil e Rússia criam grupo antiespionagem

Na manhã de hoje (17) o jornal Folha de S. Paulo divulgou que Brasil e Rússia decidiram formar um grupo de trabalho para sugerir soluções em defesa cibernética. No entanto, o Itamaraty não forneceu até o momento como a operação vai funcionar.

Sem ter recebido explicações satisfatórias do governo norte-americano, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, decidiu no mês passado adiar a visita oficial aos EUA que estava programada para o dia 23 de outubro. 
Segundo documentos vazados de Washington, a administração Obama espionou a presidente brasileira e dirigentes da Petrobrás.
 

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