O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje (5) que a recente tentativa de atentado em um voo entre Amsterdã e Detroit mostrou que os sistemas de segurança do país falharam de forma “potencialmente desastrosa”.
Obama afirmou na Casa Branca que os erros nos sistemas de inteligência “não são aceitáveis” e avisou que não vai tolerá-los.
O presidente se reuniu nesta segunda-feira com pelo menos 20 membros do alto escalão do governo. Entre eles, estavam a secretária de Estado, Hillary Clinton, o secretário de Defesa, Robert Gates, e a secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, para analisar os erros que permitiram o incidente no voo da Northwest Airlines.
Obama assegurou que a inteligência dos EUA tinha informação suficiente para detectar e “potencialmente” desarticular o atentado fracassado protagonizado pelo nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, que tinha explosivos presos na roupa.
“A comunidade de Inteligência fracassou no momento de cruzar todos os dados”, insistiu Obama, que pediu aos membros de seu Governo para que completem a revisão que pediu nos sistemas de detecção nos aeroportos e nas listas de vigilância de terroristas ainda nesta semana.
Além disso, o presidente norte-americano antecipou que, uma vez completada a revisão, espera que as mudanças necessárias sejam implantadas imediatamente.
“Temos que melhorar e melhoraremos, e temos que fazer isso rapidamente”, afirmou.
O presidente dos EUA reiterou a intenção de fechar a prisão da base de Guantánamo, mas lembrou que o envio de presos iemenitas para o país de origem será suspenso temporariamente.Há atualmente em Guantánamo cerca de 90 presos iemenitas. Cerca de metade seria levada para o país de origem.
Obama atribuiu o planejamento do atentado fracassado a uma ramificação da rede Al Qaeda no Iêmen.
NULL
NULL
NULL























