Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O porta-voz do OCHA (Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, na sigla em inglês), Jens Laerke, denunciou nesta sexta-feira (16/08) que na capital da Somália, Mogadíscio, pelo menos 800 casos de violências sexuais ocorreram nos primeiros seis meses de 2013.

“Os estupros continuam sendo perpetrados por homens armados não identificados ou que usam o uniforme militar”, afirmou Laerke, que ressaltou como as violências sexuais são algo muito comum na Somália, em particular entre os refugiados, que continuam sendo as principais vítimas.

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O funcionário da ONU explicou que a violência sexual e de gênero inclui aquela doméstica, as práticas tradicionais nocivas como a mutilação genital feminina, os casamentos precoces e forçados. Ontem, a Missão da União Africana para a Somália anunciou a abertura de um inquérito sobre o suposto caso de estupro de uma mulher somali realizado por dois soldados membros da missão. A vítima teria sido sequestrada, drogada e estuprada várias vezes no começo de agosto na periferia norte de Mogadíscio.

Todos os episódios ocorreram no primeiro semestre de 2013, segundo o OCHA

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