Quinta-feira, 5 de março de 2026
APOIE
Menu

A porta-voz do ACNUDH (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos), Cécile Pouilly, parabenizou nesta terça-feira (23/04) o Brasil pela condenação de 23 policiais militares, responsabilizados pela morte de 13 detentos no episódio que ficou conhecido como Massacre do Carandiru. Neste fim de semana, os policiais foram condenados a 156 anos de reclusão cada, pelo Tribunal do Júri, no Fórum da Barra Funda, na capital paulista.

“Parabenizamos as autoridades brasileiras, depois de mais de duas décadas de impunidade em um dos incidentes de violência mais brutais em uma prisão, por fazer justiça a algumas das vítimas do Carandiru e seguiremos de perto a continuação dos julgamentos dos outros acusados”, disse a porta-voz.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Neste fim de semana, 23 policiais militares foram condenados a 156 anos de reclusão cada pela morte de 13 detentos

NULL

Mais lidas

NULL

 

Segundo ela, a ONU (Organização das Nações Unidas) também está preocupada com a situação das prisões brasileiras. “Também encorajamos as autoridades brasileiras a resolver urgentemente a terrível situação das prisões onde aproximadamente 500 mil pessoas estão detidas”.

Massacre

O Massacre do Carandiru é conhecido como o maior do sistema penitenciário brasileiro e ocorreu no dia 2 de outubro de 1992, quando 111 detentos foram mortos e 87 ficaram feridos durante uma invasão policial para reprimir uma rebelião no Pavilhão 9 da antiga Casa de Detenção do Carandiru.

Nos próximos meses, outros 53 policiais também deverão ser julgados pelo massacre. Por abranger um grande número de réus, o julgamento foi dividido em etapas. A data do próximo julgamento ainda não foi definida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.