Agência Efe (01/10/12)

O secretário-geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, em coletiva de imprensa em Bruxelas, Bélgica
A OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) irá proteger e defender a Turquia no caso de um conflito contra a Síria, disse nesta terça-feira (09/10) o secretário-geral, Anders Fogh Rasmussen, antes de entrar na reunião dos ministros de defesa do bloco.
A crescente tensão entre os países teve início na quarta-feira (03/10) quando projéteis lançados do território sírio mataram cinco civis turcos, incluindo uma família, e deixou dezenas de feridos no povoado fronteiriço de Akçakale, na província turca de Sanliurfa, ao sul do país.

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Desde então, as Forças Armadas da Turquia bombardearam alvos na Síria e o Parlamento aprovou o envio de tropas militares para países estrangeiros pelo período de um ano. O premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que o seu país pode estar próximo de entrar em conflito contra a Síria e elevou ainda mais a tensão na região. “Nós não estamos interessados em guerra, mas não estamos longe dela também”, afirmou ele.
“Obviamente, a Turquia pode confiar na solidariedade da Otan. Temos preparados todos os planos necessários para proteger e defender a Turquia se for necessário”, afirmou Rasmussen a jornalistas segundo a Agência Efe.
O político dinamarquês, no entanto, disse esperar não ter que atuar e parabenizou a forma como o governo turco lidou com a questão. “Espero que todas as partes envolvidas mostrem moderação e evitem uma escalada da crise”, acrescentou ele.
Não é a primeira vez que a OTAN se pronuncia sobre o caso. Por ser um dos 28 países-membros da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), as autoridades turcas pediram uma reunião emergencial do bloco na quarta-feira (03/10) sob o Artigo Cinco, que obriga a todos os países responderem militarmente quando um deles é atacado.
“Isto exige uma represália segundo o direito internacional”, afirmou o vice-premiê Bulent Arinç de acordo com o jornal Hurriyet. “As disposições da OTAN são muito claras e determinam que todos os países-membros têm a responsabilidade de responder quando um deles é agredido”.
Os embaixadores da OTAN atenderam ao pedido de Ancara e se reuniram na quarta-feira (03/10), mas não concordaram quanto ao engajamento militar do bloco. A organização apenas repudiou o ataque sírio. A posição do bloco pode mudar, no entanto, no próximo encontro dos ministro de Defesa que tem início neste terça-feira (09/10).