Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O papa Francisco ordenou, nesta quinta-feira (25/09), que o bispo da diocese de Ciudad del Este, no Paraguai, monsenhor Rogelio Ricardo Liviere Plano, fosse removido do cargo de administrador apostólico devido às acusações de acobertar casos de abusos sexuais de padres e também de desviar dinheiro da diocese, como informou a agência Ansa.

Agência Efe

Desde que assumiu o pontificado, Francisco se comprometeu a punir casos de pedofilia na Igreja

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A “mudança” foi anunciada por uma nota do gabinete de imprensa do Vaticano. O comunicado afirmou que a decisão foi tomada “após a apuração dos exames de conclusão das visitas apostólicas feitas ao bispo, às dioceses e aos seminários de Ciudad del Este, por parte da Congregação dos Bispos e da Congregação pelo Clero”.

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De acordo com a agência Ansa, a nota diz que a decisão da Santa Sé é “grave” e “inspirada no bem maior da unidade da Igreja, na cidade, e na comunhão episcopal do Paraguai”. No lugar de Plano, o papa indicou como comissário provisório – administrador pontifício em Sé Vacante – Ricardo Jorge Valenzuela.

Decisão “grave” foi tomada após intensa investigação, diz Santa Sé; bispo também é acusado de desviar dinheiro da diocese

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Plano é acusado de ter promovido como seu segundo o cura tradicionalista argentino Carlos Urrutigoity, cujo antigo superior nos Estados Unidos o considerava uma “grave ameaça para os jovens”. A medida provocou revolta entre os defensores das vítimas de abusos sexuais, que o classificam como um “predador sexual”, como reportou a agência AP.

Na terça-feira (23/09), o ex-núncio apostólico na República Dominicana e ex-arcebispo de Cracóvia, Józef Wesolowski, de 66 anos, foi detido pela Gendarmaria do Vaticano por conta de uma investigação sobre crimes de pedofilia e poderá pegar até sete anos de prisão. Foi a primeira vez na história que o Vaticano prendeu um prelado de tal nível.

As medidas marcam a orientação do papa de combater os caso de pedofilia no seio da Igreja Católica. Em julho de 2013, o Vaticano aprovou uma lei que criminaliza qualquer abuso físico ou sexual a menores de idade. A Igreja Católica já considerava crime atos violentos contra crianças e adolescentes. No entanto, a lei não abrangia a cidade-estado do Vaticano, que tem legislação própria e onde centenas de pessoas têm residência fixa.

Em dezembro do mesmo ano, o papa criou uma comissão específica para prevenir os casos de pedofilia na Igreja. Em abril de 2013, Francisco pediu perdão pelos casos de pedofilia e abusos sexuais cometidos por “muitos” sacerdotes da Igreja Católica. Em julho, diante de seis vítimas de abusos sexuais, o papa disse que o Vaticano deveria “chorar” pelos crimes e “reparar as injustiças”.

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