O jornal italiano Corriere Della Sera publicou uma matéria nesta terça-feira (17/12) afirmando que uma autobiografia do Papa Francisco está prestes a ser lançada no país, e que ela trará, entre outras histórias, detalhes de um duplo atentado planejado contra ele.
Segundo a matéria, a operação contra o sumo pontífice iria acontecer em março de 2021, durante sua visita ao Iraque, que fez parte de uma gira ao Oriente Médio.
A ação seria realizada por um grupo de terroristas islâmicos, que planejou dois ataques quase simultâneos. Um deles através de um furgão carregado de explosivos que detonariam quando a comitiva do líder da Igreja Católica passasse pela cidade de Mossul.
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Caso o primeiro plano falhasse, seria acionada uma segunda tentativa seria acionada, na qual uma mulher-bomba tentaria se aproximar do papa e se imolar na sua presença.
No livro, o Francisco conta que os serviços de inteligência e policiais que cuidaram da sua segurança no Iraque conseguiram atuar preventivamente e desarticularam ambos os planos.

“Eles (serviços secretos) me notificaram assim que desembarcamos em Bagdá no dia anterior, sobre uma jovem carregada de explosivos disposta a fazer um ataque suicida jovem homem-bomba, e um veículo que teria sido preparado também visando um ataque explosivo”, conta o pontífice, no trecho do livro de memórias que foi reproduzido pelo jornal italiano.
A viagem de Francisco ao Iraque, em março de 2021, foi marcada por um discurso contra o que o líder religioso classificou como “ventos de ódio”, em referência à atuação do Estado Islâmico na região. “A mais blasfema das ofensas é profanar o nome de Deus odiando o irmão”, foi uma das frases ditas pelo pontífice durante aquela visita.
O livro de memórias de Francisco, produzido pela editora Mondadori, tem lançamento marcada para o mês de janeiro de 2025, com o título Esperança (“Spera”, na versão original em italiano).
Com informações de Corriere Della Sera.