Quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
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A imprensa de Honduras trataram como uma troca de comando aparentemente normal o golpe de Estado que depôs o presidente Manuel Zelaya, substituído por Roberto Micheletti, presidente do Congresso. Nenhuma das capas dos principais jornais do país, Tiempo, La Tribuna e El Heraldo, mencionou a palavra “golpe” (veja montagem abaixo).

 

A manchete do La Tribuna foi “R. Micheletti sucede a Mel”, referência ao apelido do presidente deposto, com uma chamada para “Manuel Zelaya vai à Costa Rica” – ele foi na verdade seqüestrado por militares enquanto dormia e mandado para a Costa Rica. No canto inferior direito, o mascote do jornal, o Tribunito, lê o jornal dizendo “Desta vez, a ‘quarta’ foi vencida”, em referência à quarta urna, que o presidente pretende adicionar às eleições gerais de novembro para que uma Assembléia Constituinte seja convocada.

 

O jornalista hondurenho Renan Martinez, do La Tribuna, disse ao Opera Mundi que as manifestações feitas hoje não foram noticiadas pela imprensa local. Os meios de comunicação já estão noticiando que Micheletti irá acabar com a fome e com a falta de segurança.

 

Ontem, após o golpe, faltou energia elétrica várias vezes no país, o que dificultou a transmissão de notícias pela televisão e o acesso à internet. As emissoras Rádio América e Radio HRN não noticiaram a deposição, apenas pediam aos hondurenhos que voltassem às atividades normais porque a transmissão de energia elétrica não tardaria a ser restabelecida. Os canais Cubavisión Internacional , CNN em español e Telesur tiveram a transmissão bloqueada.

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Para os jornais de Honduras, não houve golpe de Estado

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