Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O Parlamento alemão aprovou nesta quinta-feira (26/01) a criação de uma comissão para investigar os erros de segurança que possibilitaram que um grupo neonazista não fosse punido por assassinar grupos de imigrantes durante toda uma década.

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Todos os grupos parlamentares apoiaram a criação da comissão, cuja função será esclarecer como foi possível que o grupo assassinasse nove imigrantes e uma agente policial sem levantar suspeitas.

A comissão averiguará se houve negligência por parte dos serviços de segurança, já que teoricamente sabiam dos delitos que ocorriam desde os anos 1990.

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A existência do grupo foi revelada de forma inesperada após o suicídio dos neonazistas Uwe Mundlos e Uwe Böhnhardt e a posterior explosão da casa que dividiam com uma mulher, Beate Zschäpe.

Um vídeo encontrado após a detenção da mulher recriava suas ações com uma montagem com o personagem Pantera Cor-de-Rosa percorrendo o país e reconstituindo os assassinatos.

A célula alternava os assaltos a bancos com os homicídios de pequenos comerciantes (oito turcos e um grego) e da agente policial.

Apesar de ser conhecido pela polícia, o trio de neonazistas não encontrou dificuldade em burlar os dispositivos de segurança.

Com o alerta inicial, seguiram-se informações sobre deslizes policiais, suspeitas de negligência e até conivência das autoridades locais com o grupo.

O governo de Angela Merkel aprovou uma série de medidas, como a criação de um banco de dados sobre os neonazistas que atuam em território alemão, sejam do país ou estrangeiros, para possibilitar o cruzamento efetivo de informações sobre suas atividades.

Calcula-se que na Alemanha haja aproximadamente 9,5 mil neonazistas catalogados como violentos convivendo entre os 25 mil militantes da extrema-direita.

Governo de Angela Merkel propôs a criação de um banco de dados para monitorar militantes “violentos” de extrema-direita

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