O Parlamento alemão aprovou nesta quinta-feira (26/01) a criação de uma comissão para investigar os erros de segurança que possibilitaram que um grupo neonazista não fosse punido por assassinar grupos de imigrantes durante toda uma década.
Todos os grupos parlamentares apoiaram a criação da comissão, cuja função será esclarecer como foi possível que o grupo assassinasse nove imigrantes e uma agente policial sem levantar suspeitas.
A comissão averiguará se houve negligência por parte dos serviços de segurança, já que teoricamente sabiam dos delitos que ocorriam desde os anos 1990.
A existência do grupo foi revelada de forma inesperada após o suicídio dos neonazistas Uwe Mundlos e Uwe Böhnhardt e a posterior explosão da casa que dividiam com uma mulher, Beate Zschäpe.
Um vídeo encontrado após a detenção da mulher recriava suas ações com uma montagem com o personagem Pantera Cor-de-Rosa percorrendo o país e reconstituindo os assassinatos.
A célula alternava os assaltos a bancos com os homicídios de pequenos comerciantes (oito turcos e um grego) e da agente policial.
Apesar de ser conhecido pela polícia, o trio de neonazistas não encontrou dificuldade em burlar os dispositivos de segurança.
Com o alerta inicial, seguiram-se informações sobre deslizes policiais, suspeitas de negligência e até conivência das autoridades locais com o grupo.
O governo de Angela Merkel aprovou uma série de medidas, como a criação de um banco de dados sobre os neonazistas que atuam em território alemão, sejam do país ou estrangeiros, para possibilitar o cruzamento efetivo de informações sobre suas atividades.
Calcula-se que na Alemanha haja aproximadamente 9,5 mil neonazistas catalogados como violentos convivendo entre os 25 mil militantes da extrema-direita.
NULL
NULL
NULL