Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O Parlamento Europeu aprovou nesta quinta-feira (25/02) o embargo à exportação de armamento militar de países europeus para a Arábia Saudita. O órgão argumenta que a União Europeia não deve vender armas para um país acusado de matar civis no Iêmen.

“Isto é sobre o Iêmen. As violações contra os direitos humanos chegaram num nível em que a Europa está obrigada a agir e acabar com as exportações de armas para a Arábia Saudita”, disse à Reuters o parlamentar de esquerda britânico Richard Howitt.

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Agência Efe

Casa destruída por ataque aéreo saudita em Saná, capital iemenita

Segundo a agência de notícias Reuters, Reino Unido e França são os principais exportadores de armas para a Arábia Saudita. Somente o Reino Unido vendeu uma quantidade de armas no valor de 3 bilhões de libras (cerca de R$ 16,5 bi) para os sauditas no ano passado. A Alemanha recebeu cerca de 200 milhões de dólares (R$ 780 milhões) em um contrato de seis meses de exportação de armamento para o país sunita.

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A resolução foi aprovada com 359 votos a favor e 212 contra. A medida, contudo, não é legalmente vinculativa, o que significa que os países da União Europeia não são obrigados a adotá-la. Os legisladores europeus esperam que a decisão pressione os governos a estabelecer o embargo, após uma petição popular com assinaturas de 750 mil cidadãos europeus pedir o fim da venda de armas.
 

Órgão diz se tratar de questão humanitária por atuação saudita em conflito no Iêmen; Reino Unido e França são principais exportadores de armas para o país

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O embaixador saudita em Bruxelas — sede do Parlamento —, Abdulrahman al-Ahmed, defendeu a intervenção militar de seu país no Iêmen. Segundo ele, a Arábia Saudita montou um “comitê Independente de alto nível” para “analisar incidentes” e desenvolver “mecanismos de rastreamento de alvos”.

A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita atua em território iemenita desde março do ano passado para apoiar o governo do país, que combate forças de oposição houthis. Até o momento, cerca de sete mil pessoas foram mortas e mais de 35 mil ficaram feridas, segundo o jornal britânico The Guardian.

De acordo com a ONU, aproximadamente 14,4 milhões de pessoas passam fome devido aos conflitos no Iêmen. Além disso, um painel da organização concluiu que ataques a civis e violações contra a lei humanitária internacional estão acontecendo de forma “sistemática” no Iêmen por causa dos ataques sauditas.

A decisão do Parlamento Europeu foi tomada apenas dois dias após o Instituto de Pesquisa sobre a Paz Internacional de Estocolmo divulgar um relatório indicando que a Arábia Saudita foi o segundo maior importador de armas no mundo no período entre 2011 e 2015.

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