A cerimônia de comemorações do 70° aniversário do “Dia D” na Normandia foi a ocasião para o encontro inédito nesta sexta-feira (06/06) entre os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Barack Obama, que não se reuniam desde a anexação da península da Crimeia em março.
No diálogo informal, os líderes discutiram por pouco mais de 10 minutos a crise no leste da Ucrânia. “Ambos se manifestaram a favor de um urgente fim da violência e das ações militares”, disse Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin. Já uma autoridade da Casa Branca afirmou que Obama pediu a Putin que alivie a tensão em Kiev com o recém-eleito mandatário ucraniano, Petro Poroshenko, indicando que isso poderia gerar uma abertura entre as duas potências.
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“O presidente Obama deixou claro que uma redução da tensão depende de a Rússia reconhecer o presidente eleito Poroshenko como o líder legítimo da Ucrânia, cessar seu apoio aos separatistas do leste da Ucrânia e deter o fornecimento de armas e material na fronteira”, declarou à imprensa o assessor norte-americano Ben Rhodes.
Além de Obama, Putin se reuniu pela primeira vez com Poroshenko, que também estava no evento. Na breve conversa, os dois pediram um cessar-fogo das ações militares no sudeste da Ucrânia e discutiram o restabelecimento das relações econômicas bilaterais.
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Efe
“Não posso fazer nada além de parabenizar a postura de Poroshenko sobre a necessidade de dar fim imediatamente ao derramamento de sangue no leste da Ucrânia”, disse Putin a veículos russos, ressaltando que “a Rússia não faz parte do conflito”, já que os envolvidos são “as autoridades de Kiev e os partidários da federalização no leste”.
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Por sua vez, Poroshenko disse à imprensa que receberá um representante russo em seu país para discutir a situação e um possível plano pacífico para o conflito. O líder ucraniano, que toma posse neste sábado, disse estar disposto a reconhecer o status regional da língua russa (falada no sudeste do país), mas se opõe à federalização da Ucrânia, como reivindica Moscou.
O evento na Normandia teve ainda a presença de veteranos de guerra e outros 18 líderes mundiais, como a rainha britânica Elizabeth e o primeiro-ministro David Cameron, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês François Hollande.