O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, anunciou nesta quinta-feira (26/01) o orçamento das forças armadas do país para o ano de 2013. Em sessão no Pentágono, ele revelou que serão reduzidas as verbas do exército e da marinha e elevado o investimento nas forças de operações especiais.
Em 2012, as tropas norte-americanas contarão com um montante de 646 bilhões de dólares, dos quais 115 bilhões são destinados apenas para operações no exterior. Com os ajustes fiscais, esse número será reduzido em 5%, totalizando 613,4 bilhões de dólares.
Segundo Panetta, esse novo orçamento preservará a folha de pagamento das forças de segurança. Ele assegurou que os salários de oficiais em 2013 e 2014 serão reajustados conforme o prometido, mas que conseguirá “uma contenção de gastos com uma limitação do aumento salarial a partir de 2015”.
A medida foi classificada por ele como “um pacote balanceado e completo, capaz de manter a defesa norte-americana a força proeminente do mundo”. Nesses moldes, e em um prazo de cinco anos, o Departamento de Defesa estima uma economia de 259 bilhões de dólares. Em uma década, o racionamento pode chegar aos 487 bilhões.
Para entrar em vigor, o documento ainda deve ser aprovado pelo Congresso. “Minha esperança é que quando os parlamentares compreendam o sacrifício que é reduzir o orçamento da Defesa em quase meio trilhão de dólares, o Congresso se convencerá a evitar o isolamento, mais uma rodada de cortes que causarão danos severos na segurança nacional de gerações”, completou.
Saúde
Um dos maiores gastos das forças armadas norte-americanas é com a saúde de seus oficiais. Embora o custo do benefício tenha superado as taxas inflacionárias do país, Panetta tranquilizou os combatentes e suas famílias com a garantia de que ninguém será afetado por esse encarecimento.
“Nós decidimos que, para tentar controlar o aumento dos custos com a saúde, recomendaremos uma elevação no valor das taxas, mensalidades e deduções para aposentados. Mas que fique claro que mesmo com esses aumentos, o valor cobrado de militares aposentados permanecerá abaixo do custo de planos equivalentes oferecidos pelo setor privado”, explicou.
Alterações
O novo orçamento manterá a ênfase das tropas dos EUA em sua zona do Comando Central, que engloba o Oriente Médio, o Norte da África e a Ásia Central. Segundo Panetta, o objetivo central é preservar os 11 porta-aviões da região e seus 10 esquadrões aéreos.
A novidade é a intensificação da presença de forças armadas norte-americanas na região do Pacífico asiático. O secretário informou que deslocará embarcações de combate para o litoral de países como o Bahrein e o Singapura.
Por sua vez, serão eliminadas duas brigadas de elite na Europa, onde será proposto um compartilhamento de gastos com programas de vigilância entre nações aliadas. A Marinha também aposentará sete navios cruzadores e duas embarcações anfíbias. Ao mesmo tempo, a Força Aérea encerrará as operações de seis esquadrões aéreos táticos.
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