Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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O presidente colombiano Gustavo Petro negou na segunda-feira (28/07) que seu governo esteja envolvido em perseguição política, em resposta a um senador do partido de Álvaro Uribe Vélez, que o acusou de influenciar na decisão judicial contra o ex-mandatário.

“Este governo não persegue ninguém por motivos políticos, sexuais, de gênero ou religiosos. Não pressiona o sistema de justiça, que é completamente independente do governo. Qualquer menção em contrário por autoridades estrangeiras não passa de um ultraje que não permitimos. Qualquer menção em contrário por setores da cidadania não reflete a verdade”, escreveu Petro em sua conta no X.

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Em resposta às alegações de interferência do governo na decisão da juíza do 44º Circuito Criminal de Bogotá, Sandra Liliana Heredia, Petro defendeu a independência judicial.

Por meio de suas redes sociais, a senadora Paloma Valencia afirmou que a decisão contra Uribe por corrupção em processo penal e fraude processual se deve ao medo de Petro em relação ao ex-presidente colombiano.

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Petro também criticou a imprensa por sua atuação durante o processo e pela pressão que exerceu sobre a juíza Sandra Liliana Heredia.

“O trabalho de uma parte da imprensa tem sido terrível nestes últimos dias. Pressionaram a juíza para obter um resultado político, em vez de jurídico, quase a ponto de ameaçá-la, como fazem as máfias. Há uma profunda falta de adesão aos códigos básicos da democracia nesses comportamentos”, observou o presidente colombiano.

Gustavo Petro insistiu na necessidade de respeitar a justiça colombiana e pediu para não ser silenciado.

O presidente colombiano descreveu as recentes declarações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, criticando a condenação de Álvaro Uribe como uma 'interferência na soberania nacional'

O presidente colombiano descreveu as recentes declarações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, criticando a condenação de Álvaro Uribe como uma ‘interferência na soberania nacional’
Gustavo Petro / Flickr

Interferência na soberania colombiana

O presidente colombiano descreveu as recentes declarações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, criticando a condenação contra Álvaro Uribe como “uma interferência na soberania nacional”.

Segundo a autoridade norte-americana, o único crime cometido pelo ex-presidente colombiano foi lutar e defender incansavelmente seu país.

Rubio observou que a instrumentalização do judiciário colombiano pelos juízes criou um precedente preocupante.

Em resposta aos comentários de Marco Rubio, o presidente Petro declarou que a interferência nos assuntos judiciais de outro país é uma interferência na soberania nacional.

“O mundo deve respeitar os juízes da Colômbia; muitos foram assassinados por ajudar o mundo”, acrescentou o chefe de Estado.

Da mesma forma, Gustavo Petro apoiou a mensagem da Chanceler, Rosa Yolanda Villavicencio Mapy, que declarou que Bogotá rejeita as declarações de Rubio e denunciou que “sua interferência nos assuntos judiciais colombianos” viola a soberania nacional “e ignora a independência do sistema de Justiça”.