Segunda-feira, 5 de outubro de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste sábado (20/11) que acredita que não haverá grandes mudanças na política dos Estados Unidos em relação à América Latina com a posse do presidente eleito Donald Trump a partir de 20 de janeiro.

“Em relação à América Latina, não antecipo grandes mudanças na política da nova administração porque a forma de fazer campanha nem sempre é igual à forma como se governa”, declarou durante um fórum com jovens em Lima, no Peru, onde participou da reunião de cúpula da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico).

Obama afirmou, além disso, que é importante que na América Latina e no resto do mundo seja dada “uma oportunidade” ao presidente eleito dos EUA, que está formando atualmente sua equipe de governo.

No entanto, o presidente admitiu que “tensões” em matéria comercial seriam inevitáveis, devido às propostas defendidas pelo empresário durante sua campanha eleitoral.

Antes de chegar à Casa Branca, o republicano Donald Trump prometeu acabar com o Nafta (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio), integrado por EUA, México e Canadá, e também se opôs ao TPP (Acordo de Associação Transpacífico), assinado por Obama mas que não foi aprovado pelo Congresso, e do qual participam dois países latino-americanos, Chile e Peru.

Agência Efe

Para Obama, tensões comerciais são esperadas, mas não haverá grandes mudanças para América Latina com governo Trump

Presidente dos EUA ressaltou importância de 'dar uma oportunidade' ao seu sucessor na Casa Branca

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Trump também disse que reavaliaria as relações com Cuba, com quem os Estados Unidos iniciaram um processo de reaproximação em 2015 com a retomada de relações diplomáticas entre os dois países, embora o embargo econômico siga vigente.

No entanto, uma das medidas mais polêmicas em relação à América Latina defendida por Trump é a construção de um muro ao longo da fronteira dos EUA com o México, além da deportação “imediata” de cerca de 3 milhões de imigrantes sem documentos, muitos deles provenientes de países latino-americanos.

Durante o encontro, Obama ainda ressaltou a importância da democracia, que afirmou ser “muito mais que a realização de eleições”, e destacou fatores como “uma imprensa livre”, liberdade religiosa e a proteção das minorias. O presidente dos EUA afirmou também que os países mais bem-sucedidos no futuro serão aqueles que dão “oportunidades às mulheres”, não só aos homens.