Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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(*) com agências

Os principais líderes e políticos israelenses condenaram duramente neste domingo (01/01) o protesto que centenas de militantes ultraortodoxos realizaram na noite anterior com símbolos do Holocausto. As autoridades consideraram o protesto como uma profanação da memória dos seis milhões de judeus assassinados pelos nazistas.

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“Qualquer tipo de comparação entre as divergências internas em Israel e o Holocausto é uma comparação aberrante. As imagens (da manifestação) são estremecedoras”, disse Shevaj Weiss, ex-presidente do Parlamento israelense e sobrevivente do Holocausto.

Efe

Ultraortodoxos se utilizaram de crianças em seu protesto de resposta aos seculares 

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Por sua vez, Yossi Peled, ministro sem pasta, e também sobrevivente dos campos de concentração, considerou que “há coisas inconcebíveis” como a representação de imagens do Holocausto. “Vi as imagens e o meu sangue congelou imediatamente”, acrescentou.

Centenas de ultraortodoxos se manifestaram em uma popular praça do bairro Mea Shearim em Jerusalém para protestar contra a “agressividade” dos judeus seculares em relação à sua comunidade, após as críticas durante toda a semana nos meios de comunicação à exclusão de mulheres praticada por muitos de seus membros.

Muitos dos participantes vestiram trajes de presos dos campos de concentração nazistas e outros reproduziram cenas famosas – como a de uma criança com os braços para o alto e uma estrela de David no peito – que no passado se transformaram em símbolo do massacre.

O protesto foi uma resposta a outro, ocorrido no início da semana,em que milhares de judeus seculares se manifestaram contra a discriminação da mulher por parte das comunidades ultraortodoxas. Elas ocorreram após as agressões que várias delas sofreram por se vestir “de forma indecente” ou se sentar na parte da frente dos ônibus, que os ortodoxos exigem que seja reservada para os homens.

A onda de condenações foi seguida pelo ministro da Defesa, Ehud Barak, para quem foi “aberrante” ver as faixas amarelas colocadas pelos manifestantes com a palavra “judeu” em alemão.

“Cruzaram uma linha vermelha”, afirmou o titular da Defesa, que pediu aos líderes da comunidade que ponham fim a este tipo de expressões.

Na noite de sábado o ex-grão-rabino Ovadia Yosef, líder espiritual do partido Shas, condenou o uso do Holocausto para defender os interesses de sua comunidade e pediu a “expulsão dos extremistas”.

“Há ortodoxos que fazem coisas inapropriadas. Precisamos separá-los de nossas fileiras”, defendeu o líder religioso, que definiu o protesto como “uma profanação de Deus”.
 

Religiosos responderam a judeus seculares, que lutam contra discriminação contra as mulheres

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