Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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A presidente da Assembleia do Equador, Gabriela Rivadeneira, denunciou ter recebido nesta quarta-feira (15/02) um envelope que continha um explosivo que não detonou. O dispositivo, que estava dentro de uma caixa de CD e programado para explodir ao ser aberto, continha RDX e pentrita, dois tipos de explosivos, e foi neutralizado pela equipe técnica do GIR (Grupo de Intervenção e Resgate).

“Enquanto estávamos em plena sessão, chegou ao meu escritório um envelope enviado através do correio sem remetente, endereçado a mim, contendo o que aparentemente era um CD, que resultou ser um explosivo de médio alcance e capacidade letal, que felizmente não explodiu”, descreveu Rivadeneira em conferência com a imprensa.

Após o ocorrido, a presidente da Assembleia condenou o uso da violência na política. “Independentemente de qualquer diferença política, o que deve prevalecer é a vida e o respeito à integridade de todo ser humano. Na política não há inimigos, e sim adversários, e nesse contexto faço um apelo à convivência pacífica”, declarou Rivadeneira no Twitter.

Wikimedia Commons

Gabriela Rivadeneira, presidente da Assembleia do Equador, afirmou que recebeu envelope com explosivo nesta quarta-feira (15/02)

Explosivo enviado a Gabriela Rivadeneira não detonou; candidata à reeleição, parlamentar do movimento Aliança País, do presidente Rafael Correa, condenou violência e fez apelo a 'convivência pacífica' no país

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Rivadeneira é candidata à reeleição na Assembleia pelo movimento Aliança País, o mesmo do presidente Rafael Correa, no próximo domingo (19/02). Os equatorianos irão às urnas neste domingo para escolher novos representantes, entre eles o presidente, vice-presidente, 137 deputados da Assembleia Nacional e 5 representantes para o Parlamento Andino. Em seus tuítes, a deputada destacou o papel da política como “uma ferramenta para o diálogo e construção civil”. 

O coronel Víctor Hugo Zárate explicou que o explosivo estava dentro de uma cápsula com uma bateria e cabos, dispostos para que o dispositivo fosse acionado ao abrir a caixa do CD. “[O dispositivo] não chegou a abrir completamente, foi aberto e neutralizado pelos técnicos da equipe de intervenção e resgate”, afirmou. Zárate também declarou que a pessoa responsável pelos trâmites de mensageiros dos Correios de Equador está sendo investigada.

De acordo com as conclusões do relatório preliminar apresentado pelo GIR, após a intervenção da Polícia Judiciária, Criminalística e da Unidade Anti-explosivos, o caso está sendo analisado pela procuradoria, que deverá esclarecer o ocorrido em um prazo de até 24 horas. A promotora responsável pelo caso será Isabel Jiménez, que investigará o atentado em conjunto com a Polícia Nacional.