Sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
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O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, disse que dará aos negociadores como prazo até o primeiro minuto de domingo para chegar a um acordo que o restitua ao cargo. Ele disse esperar que os “golpistas” deem “uma mensagem”, se não, reafirmou, considerará que, “neste momento”, o processo de diálogo “fracassou”.

Além disso, disse que não aceitará uma solução que recompense o governo golpista de Roberto Micheletti, em referência a uma proposta do governante da Costa Rica, Óscar Arias, de formar um Executivo de união no país. “Não conheço em detalhes a proposta (de Arias), mas se diz que haverá prêmios para os golpistas, desde já digo que não posso aceitar”, disse Zelaya em entrevista coletiva.

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Zelaya disse que nunca dará um “cheque em branco aos golpistas” e que seria uma “aberração” conceder ministérios a pessoas aliadas a Micheletti. O líder deposto reiterou que os “golpistas” devem ser levados aos tribunais de justiça do mundo, e não ser “premiados” com cargos.

“Amanhã (hoje, 18), esperamos que depois das primeiras 24 horas pedidas pelo mediador (Óscar Arias), depois das próximas 48 horas, 72 horas e agora mais de 200 horas, mais de dez dias de espera, deem um sinal”, afirmou.

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Zelaya assegurou que voltará a seu país “mas não vai dar aos golpistas nem a data, nem a hora, nem o lugar, o se vai pela terra, pelo ar ou pelo mar, porque estão matando gente”.

OEA

Zelaya reiterou que seu único pedido nesse processo de diálogo é que os “golpistas” cumpram as resoluções da OEA (Organização dos Estados Americanos) e das Nações Unidas, que ordenam que o presidente seja restituído imediatamente na Presidência. “Até o momento, não houve um só gesto deles, no sentido de que vão se submeter a essa resolução”, afirmou.

Zelaya defendeu também o apoio de “solidariedade expressa, não de forças, nem de armas” dado pelo governante venezuelano, Hugo Chávez, assim como por outros líderes da região.

O presidente deposto aproveitou para defender a Administração de Barack Obama, que, disse, “se comportou como deve se comportar” após o golpe de Estado realizado em 28 de junho.

No entanto, observou que os “setores mais sombrios” dos Estados Unidos apoiam o “Governo ilegítimo de Honduras” 

 

Presidente deposto de Honduras dá ultimato de um dia para acordo

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