Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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O presidente do Chipre, Nicos Anastasiades, e o presidente do Banco Central do Chipre, Panicos Dimitriades, receberam no dia 20 de março uma carta com ameaça de morte assinada por um grupo autointitulado “Equipe Salvem os Depósitos – Jurados até a Morte”, afirma o jornal cipriota Politis.

A data da carta coincide com o processo de taxação sobre depósitos no Chipre, que dias depois acabou sendo aprovada pelo Eurogrupo e afetará em até 60% as poupanças no país com saldo acima de 100 mil euros. As manobras financeiras para que isso ocorra já estão em curso e os valores estão congelados.

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Agência Efe

Familiares de Nicos Anastasiades também são acusados de enviar dinheiro para Londres pouco antes de negociação com a troika

De acordo com o blog Keep Talking Greece, a carta ameaça não só Anastasiades e o presidente do Banco Central, como todos os seus familiares. “Nós estamos avisando e não blefamos. Vamos começar com seus netos, depois passamos para seus filhos e deixaremos vocês para o fim, para que sintam tanta dor quanto nós”, diz o texto.

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“Se vocês não impedirem em definitivo a taxação de depósitos, o preço que irão pagar será alto”, continua. O jornal cipriota Politis afirma ter entregue a carta para as autoridades investigarem. Até o momento não foi registrado nenhum atentado contra Anastasiades.

 

Carta divulgada por jornal nesta sexta ameaça também o presidente do Banco Central do país e todos os familiares dos dois líderes

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Durante a semana, o ministro das Finanças do Chipre, Michalis Sarris, renunciou ao cargo após aprovar, com base em decretos, uma série de medidas de controle de capital na ilha mediterrânea. O objetivo era impedir que correntistas fizessem uma corrida aos bancos para retirar suas economias. Antreas Artemis, presidente do Banco do Chipre, também pediu demissão. 
 
O Chipre espera um empréstimo de 10 bilhões de euros (cerca de R$ 26 bi) da troika, composta por Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI (Fundo Monetário Internacional), para sanar seu sistema financeiro. Antes, deverá levantar 5,8 bilhões de euros por meio da taxa sobre depósitos e privatizações.