Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O presidente do Chipre, Nikos Anastasiadis, negou categoricamente nesta sexta-feira (29/03) a saída de seu país da zona do euro, como sugerido por alguns políticos e círculos financeiros.

“Não temos nenhuma intenção de sair do euro”, disse Anastasiadis na conferência anual do sindicato de funcionários públicos.

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O presidente ressaltou que o Chipre deve promover agora reformas para reduzir drasticamente os gastos públicos. Isso não significa, segundo ele, que seja preciso reduzir salários.

Anastasiadis disse há um mês, quando assumiu o cargo, que herdou “um Estado em falência” e que, desde então, o novo governo se esforçou para garantir a subsistência da economia.

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Nikos Anastasiadis refutou as sugestões de outros políticos do país de buscar alternativas não relacionadas com a troika

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Durante nove meses, ainda de acordo com o governante, se sabia que o Banco Popular (Laiki) estava em quebra, e foi adiada a tomada de decisões para o novo governo, tudo isso apesar de a dívida do banco ter alcançado 11 bilhões de euros.

Um dos acordos fechados com a 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional) sobre a reestruturação do setor bancário cipriota previa o fechamento do Banco Popular.

Anastasiadis respondeu assim às perguntas sobre se o Chipre deve buscar soluções fora da 'troika' e da zona do euro, já que sua economia depende em grande medida do setor bancário.

O presidente do Parlamento, o social-democrata Yannakis Omiru, insistiu hoje que o Chipre não deve permitir que a troika lhe ponha “algemas”.

Apesar sua posição como presidente do Parlamento, Omiru fez nos últimos dias duros ataques contra o acordo alcançado entre o governo de Anastasiadis e o Eurogrupo, que prevê uma ampla reestruturação do setor bancário em troca do resgate financeiro do país.

De acordo com Omiru, o acordo contribui para o risco de que a economia cipriota caia em um círculo vicioso de recessão, desemprego, fechamento de empresas, pobreza e miséria social. 

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