O parlamento irlandês começou a discutir nesta quinta-feira (13/06) a medida apresentada pelo primeiro-ministro, Enda Kenny, que deseja realizar um referendo popular para discutir a abolição do Senado do país. A intenção do premiê é que o referendo aconteça em outubro e dê uma nova diretriz política para a Irlanda.
O encerramento do Senado fez parte da campanha eleitoral do partido Fine Gael – do qual Kenny faz parte – em 2011, quando o premiê assumiu o comando do país. No entanto, desde então, assumiu um discurso moderado acenando com “uma profunda reforma” ao invés de “abolição”. Agora, Kenny e o partido Fine Gael voltaram todas as suas energias na aprovação da proposta.
O argumento para o fim do Senado é que houve uma perda – hoje quase não tem utilidade, afirma Enda Kenny – da importância da instituição. “Em países como Alemanha e EUA, ter senadores faz sentido. Uma segunda câmara não faz sentido em um país pequeno como a Irlanda. Só serve de refúgio a ex-aristocratas ou políticos em declínio”, argumenta o premiê.
Agência Efe

Enda Kenny quer uma profunda reforma política na Irlanda
Em discussão também estão os pesos político e econômico da medida. Para os críticos da proposta, essa é só uma manobra para facilitar que o governo irlandês possa aprovar leis sem ter que se preocupar com a oposição. De acordo com o jornal El Pais, o Senado chega a retardar em nove meses a aprovação de um projeto que não agrada a oposição. Com maioria no Parlamento, Enda Kenny aprovaria “sem grandes problemas os seus projetos”, acusam os opositores.
Do ponto de vista econômico, seriam cerca de 20 milhões de euros economizados com o fim do Senado. O valor é considerado insignificante comparado à economia do país e os recursos federais.

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Segundo a imprensa europeia, existe um acordo entre o legislativo e os dirigentes do país para o fim do Senado. No entanto, a discussão agora gira em torno de uma reforma completa na vida política do país. O principal objetivo é criar mecanismos de controle em relação ao governo.
Junto com o fim do Senado, Enda Kenny apresentou diversas outras medidas para que o país ganhe novos ares no caminho entre Legislativo e Executivo. Até o fim de junho, o país provavelmente terá um acordo sobre as instituições