Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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Um coronel do Exército da Guatemala e oito soldados, entre eles duas mulheres, foram detidos nesta quinta-feira (12/10) acusados de execuções extrajudiciais, durante o massacre de pelo menos seis camponeses indígenas no dia 4 de outubro nas mãos de militares durante uma manifestação no oeste do país.

A procuradora-geral, Claudia Paz y Paz, disse em entrevista coletiva que o coronel Juan Chiroy Sal, que comandava o contingente de soldados antitumultos que disparou contra os manifestantes, é considerado “o principal responsável” pelo massacre.

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O chefe militar foi capturado hoje junto com os soldados e todos foram levados a um tribunal para prestar seu primeiro depoimento pelos crimes de execução extrajudicial, tentativa de execução extrajudicial e lesões corporais.

A procuradora-geral explicou que, segundo investigações preliminares, Chiroy “tinha a missão de prestar apoio à polícia, mas não coordenou as ações e desobedeceu a ordem dada pelo comando policial de não se aproximar do local da manifestação”.
 

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Pelo menos seis camponeses indígenas morreram há uma semana durante manifestações

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Segundo as investigações da Procuradoria, durante os incidentes morreram seis camponeses e 34 pessoas ficaram feridas, além de uma desaparecida.

Os incidentes ocorreram quando milhares de habitantes do departamento de Totonicapán protestavam contra o alto preço da energia elétrica e as reformas constitucionais promovidas pelo presidente da Guatemala, o general reformado Otto Pérez Molina.

O presidente anunciou nesta quarta-feira que prescindirá do Exército para dissuadir manifestantes e que essa tarefa será exercida apenas pela Polícia Nacional Civil.

Em relatórios separados apresentados nesta quinta-feira a Procuradoria dos Direitos Humanos e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos coincidem em acusar o Exército de ter violado o direito à vida dos camponeses.

Esta é a primeira agressão de militares contra camponeses registrada na Guatemala desde 1996, quando terminou uma guerra interna de 35 anos neste país centro-americano, deixando um saldo de mais de 200 mil mortes, a maioria pelas mãos do Exército.
 

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