Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Após o anúncio nesta segunda-feira (19/12) da morte do líder da Coreia do Norte Kim Jong-il, as principais lideranças mundiais voltaram as atenções para o futuro do obscuro arsenal nuclear do país. Apesar de um temor inicial, principalmente da vizinha Coreia do Sul, os norte-coreanos não deverão tomar nenhuma atitude drástica neste momento quanto ao programa nuclear, afirmou ao Opera Mundi Leonam dos Santos Guimarães, membro do Grupo Permanente de Assessoria em Energia Nuclear do AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).

O engenheiro Naval e Nuclear afirmou que as informações a respeito do arsenal nuclear do país ainda são escassas, apesar da pressão internacional. Ainda assim, o consultor da AIEA não acredita em nenhuma ação do país por parte do provável sucessor de Jong-il, seu filho Kim Jong-un.

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“Não é o momento para isso [ação do governo]. Não há sentido uma pessoa que acaba de assumir o poder já tomar alguma atitude. Ele primeiro deve assumir e passar pelo período de adaptação como líder antes de qualquer coisa”, apontou Guimarães.

Pressionada pela própria AIEA, a Coreia do Norte incomodou recentemente a Coreia do Sul e países aliados dos sul-coreanos por conta de dois testes nucleares subterrâneos realizados nos últimos anos. O primeiro, em outubro de 2006, não obteve sucesso, segundo o especialista.

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Já o segundo, em maio de 2009, foi considerado mais potente. De acordo com Guimarães, os norte-coreanos obtiveram sucesso nesta ação, causando receio nos países que exigem o fim do programa nuclear do país. Apesar disso, o engenheiro fez ressalvas quanto à força nuclear norte-coreana.

“Uma coisa é ter energia para isso, a outra é ter uma tecnologia para desenvolver de fato um armamento”, disse. Os Estados Unidos, segundo o inspetor, também observam a situação com cautela, pois o sucessor do líder norte-coreano ainda é desconhecido.

“Ele (Kim Jong-un) já estava sendo preparado para isso, mas ainda assim é uma incógnita para todos. Qualquer antecipação ou especulação nesse momento é muito vaga e perigosa. É necessário esperar”, concluiu.

Tensão na península

A Coreia do Sul, ainda tecnicamente em guerra contra o Norte, colocou suas Forças Armadas em alerta, segundo a agência de notícias Yonhap, e o presidente Lee Myung-bak convocou o Conselho de Segurança Nacional. Mas o Ministério da Defesa sul-coreano disse que não há sinais de movimentos militares excepcionais na Coreia do Norte.

Kim Jong-il sofreu um ataque cardíaco durante uma viagem de trem no sábado (17/12), de acordo com a imprensa estatal norte-coreana, dando lugar à segunda mudança de liderança desde a frágil trégua que encerrou a Guerra da Coreia (1950-53).

A Casa Branca divulgou uma breve nota se comprometendo a trabalhar com a Coreia do Sul e o Japão, dois dos seus principais aliados asiáticos, a fim de preservar “a estabilidade na península coreana e a liberdade e segurança dos nossos aliados”.

O Japão também reuniu seu gabinete de segurança e disse ser necessário se preparar para situações de segurança inesperadas. O governo, no entanto, não chegou a colocar as Forças Armadas em alerta.

Os EUA, segundo o inspetor, também observam a situação com cautela, pois futuro do país é uma incógnita

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