Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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A dividida coalizão que governa a Itália tentava nesta terça-feira (27/08) superar divergências a respeito de um imposto imobiliário que pode ser o estopim de uma nova crise, num momento em que o processo de cassação do senador Silvio Berlusconi ameaça derrubar o governo. As informações são da agência de notícias Reuters.

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A instabilidade política deixa os mercados financeiros nervosos. A bolsa de Milão caiu pelo segundo dia consecutivo, e os juros dos títulos públicos subiram à espera de um leilão na quinta-feira.

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O gabinete deve se reunir na quarta-feira (28) para decidir o que fazer com o imposto sobre domicílios. O partido PdL (Povo da Liberdade), de Berlusconi, ameaça deixar a coalizão liderada pelo PD (Partido Democrático) se o tributo não for revogado.

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Essa polêmica se arrasta desde a formação da frágil coalizão dos partidos rivais, em fevereiro. Líderes políticos, incluindo o premiê Enrico Letta, alertam que a instabilidade pode levar a Itália de volta à turbulência financeira em que se viu no auge da crise da dívida na zona do euro.
 

Além do impasse sobre tributação, governo pode romper em caso de cassação de Silvio Berlusconi

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Em 2011, Berlusconi teve de deixar o cargo de primeiro-ministro para dar lugar a um governo tecnocrata que evitasse uma moratória da dívida pública.

Mas, apesar de alguns sinais de progresso em relação a esse objetivo, incluindo propostas para substituir o imposto por uma nova taxação local sobre serviços, não houve um acordo concreto sobre de onde tirar os 4 bilhões de euros anuais (5,35 bilhões de dólares) que seriam necessários para cobrir a arrecadação do imposto imobiliário.

Agência Efe (22/08)

O primeiro ministro italiano Enrico Letta, em encontro com representantes austríacos

“Essa é uma questão administrativa fundamental”, disse o deputado Renato Brunetta, seguidor de Berlusconi, à rádio pública RAI. “O fato de governo ter até agora deixado de apresentar uma proposta sólida criou muitas dúvidas, não é sério proceder dessa forma”.

Contribuindo para a crise política, membros do PdL ameaçaram nesta semana deixar a coalizão se Berlusconi tiver seu mandato parlamentar cassado, em decorrência de uma condenação por fraude tributária. O processo de cassação deve ser votado em setembro pelo Senado.

Na terça-feira, Berlusconi pediu a radicais do PdL que parem de fazer ameaças ao governo por causa do imposto tributário. O PD diz que é impossível aboli-lo, embora aceite negociar uma eliminação parcial que poupe a maioria dos italianos, mas continue onerando os proprietários mais ricos.
 

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