O projeto do governo começa a ser analisado nesta segunda-feira pelos deputados. A primeira-ministra Elisabeth Borne mantém o objetivo de estender a idade para a aposentadoria aos 64 anos, até 2030. Le Figaro alerta que algumas federações profissionais podem optar pelo bloqueio do país, numa “lógica de radicalização” do movimento e já planejam repetir a greve nos dias 7 e 8 de fevereiro.
O jornal Libération analisa que o debate da reforma na Assembleia Nacional poderá “ser mais complicado do que preveem os macronistas”, que até este momento não sabem se terão apoio suficiente para o texto considerado polêmico. Reunidos em uma comissão, a partir de hoje, os deputados têm a tarefa de analisar cerca de 5 mil emendas feitas ao projeto, antes dos debates em plenário, a partir de 6 d fevereiro.
A falta de consenso entre os deputados do LR (Os Republicanos), partido de direita, é apontada como uma das principais divergências no campo governista para passar a reforma, segundo o Libé. Para os representantes da oposição, “um protesto equivalente ou mais forte do que o anterior poderá fazer o governo recuar”, acredita um deputado socialista ouvido pela reportagem.
