Ruanda recebe migrantes de diversas nacionalidades deportados pelos EUA, diz agência
Chegada faz parte de acordo entre Washington e Kigali, no qual outras 243 pessoas ainda devem ser enviadas para país africano, mesmo tendo outras nacionalidades
Sete migrantes deportados pela administração de Donald Trump, nos Estados Unidos, chegaram em Ruanda, segundo informou o governo do país africano à Agência France-Presse (AFP) nesta quinta-feira (28/08).
A chegada ocorreu “em meados de agosto”, de acordo com Yolande Makolo, porta-voz da Presidência de Ruanda, e faz parte de um acordo entre Washington e Kigali, para que o país africano receba 250 deportados mesmo que os migrantes não sejam ruandeses.
“Três dos indivíduos expressaram o desejo de retornar aos seus países de origem, enquanto quatro desejam ficar e construir vidas em Ruanda”, disse a representante, sem fornecer detalhes sobre a nacionalidade das sete pessoas.
Após o anúncio do acordo entre os países, em 5 de agosto, o governo ruandês disse que teria “a capacidade de aprovar cada indivíduo proposto para reassentamento” e que seriam “acomodados por uma organização internacional”, com assistência da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e de serviços sociais do país.

Governo Trump envia deportados a países terceiros sob a justificativa de que países de origem não os aceitam de volta
Official White House Photo by Daniel Torok
Segundo a AFP, a OIM confirmou que os migrantes chegaram em Ruanda e que foram visitados “para que suas necessidades básicas fossem avaliadas”, mas sem mais detalhes.
Antes do acordo com os EUA, Ruanda já havia firmado proposta similar com o Reino Unido em 2022. O acordo lucrativo foi descartado após o Partido Trabalhista com o primeiro-ministro Keir Starmer chegar ao poder.
No caso de Washington, Kigali aceitou o acordo ao dizer que “quase todas as famílias ruandesas já passaram pelas dificuldades do deslocamento”. Já o governo Trump afirma que enviar os deportados para países terceiros é uma medida necessária porque seus países de origem “se recusam a aceitar os deportados”.
Por outro lado, especialistas em direitos humanos alertam que as deportações podem violar o direito internacional, submetendo as pessoas à tortura, sequestro e outros tipos de abuso.





















