Segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
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Sete migrantes deportados pela administração de Donald Trump, nos Estados Unidos, chegaram em Ruanda, segundo informou o governo do país africano à Agência France-Presse (AFP) nesta quinta-feira (28/08).

A chegada ocorreu “em meados de agosto”, de acordo com Yolande Makolo, porta-voz da Presidência de Ruanda, e faz parte de um acordo entre Washington e Kigali, para que o país africano receba 250 deportados mesmo que os migrantes não sejam ruandeses. 

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“Três dos indivíduos expressaram o desejo de retornar aos seus países de origem, enquanto quatro desejam ficar e construir vidas em Ruanda”, disse a representante, sem fornecer detalhes sobre a nacionalidade das sete pessoas.

Após o anúncio do acordo entre os países, em 5 de agosto, o governo ruandês disse que teria “a capacidade de aprovar cada indivíduo proposto para reassentamento” e que seriam  “acomodados por uma organização internacional”, com assistência da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e de serviços sociais do país.

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Segundo a AFP, a OIM confirmou que os migrantes chegaram em Ruanda e que foram visitados “para que suas necessidades básicas fossem avaliadas”, mas sem mais detalhes. 

Antes do acordo com os EUA, Ruanda já havia firmado proposta similar com o Reino Unido em 2022. O acordo lucrativo foi descartado após o Partido Trabalhista com o primeiro-ministro Keir Starmer chegar ao poder. 

No caso de Washington, Kigali aceitou o acordo ao dizer que “quase todas as famílias ruandesas já passaram pelas dificuldades do deslocamento”. Já o governo Trump afirma que enviar os deportados para países terceiros é uma medida necessária porque seus países de origem “se recusam a aceitar os deportados”.

Por outro lado, especialistas em direitos humanos alertam que as deportações podem violar o direito internacional, submetendo as pessoas à tortura, sequestro e outros tipos de abuso.