Domingo, 6 de setembro de 2026
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Os ministros das Finanças do G20, com exceção da China, concordaram sobre a necessidade de uma “navegação livre, segura e previsível” no Estreito de Ormuz, conforme a declaração divulgada ao fim da cúpula na cidade de Asheville, Carolina do Norte, nos Estados Unidos, na terça-feira (01/09). 

Apesar das objeções de Pequim ao tema, o comunicado da Presidência do grupo mencionou preocupação com as “interrupções contínuas no comércio de energia”. O texto ainda enfatiza que a “navegação livre, segura e previsível pelo Estreito de Ormuz e em nível global, bem como a resolução de guerras e conflitos em curso, são essenciais para sustentar um crescimento duradouro”. A via navegável foi bloqueada pelo Irã em resposta à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o país, em 28 de fevereiro.

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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, expressou “profundo pesar” pela nota divulgada e afirmou que a nação asiática “atribui grande importância ao papel do G20 como o principal fórum de cooperação econômica internacional”.

Ao todo, a delegação chinesa registrou objeções a quatro dos 17 parágrafos do texto final. Dois dos pontos rejeitados pelo país asiático tratam da necessidade de “reduzir a dependência excessiva das exportações” e corrigir supostas “distorções econômicas”. Este tema está entre as principais críticas feitas pelos Estados Unidos à política econômica chinesa, que acusam que Pequim subsidia propositalmente a exportação de produtos para prejudicar a indústria de outras nações.

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O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anfitrião do encontro, destacou que todos concordaram em discutir as exportações baratas e a proteção de suas economias, mas que a China foi a única contrária. Ele sugeriu ainda que os participantes sigam o exemplo do presidente Donald Trump ao explorar medidas para corrigir desequilíbrios comerciais. Entre as possibilidades citadas, está a imposição de tarifas a países que apresentam balança comercial muito superavitária, como no caso chinês.

Os ministros das Finanças do G20, com exceção da China, concordaram sobre a necessidade de uma “navegação livre, segura e previsível” no Estreito de Ormuz
X/MOFE KOREA

Segundo Jiakun, Pequim tem participado “ativa e construtivamente” das discussões sobre questões fundamentais por meio de diversos canais desde que Washington assumiu a liderança do G20 para 2026. De acordo com o porta-voz, o objetivo é aprofundar a coordenação de políticas macroeconômicas, melhorar a governança econômica global e fomentar o crescimento da economia mundial.

“O G20, como principal plataforma para a cooperação econômica internacional, deve coordenar as principais questões econômicas globais de maneira objetiva, justa e equilibrada, com base em consultas e participação equitativa. A China espera que os Estados Unidos, como presidente, e todos os membros sigam esses princípios, respeitem plenamente as preocupações fundamentais uns dos outros e se esforcem para alcançar resultados positivos na Cúpula de Líderes do G20 em Miami”, afirmou.

Por fim, Bessent também destacou a importância de manter o diálogo com a Rússia, em meio à presença do ministro das Finanças de Moscou, Anton Siluanov, na cúpula.

“Gostaria de ressaltar que 19 dos 20 países concordaram [com o texto final], portanto, não houve impacto. Sei que alguns europeus ficaram com uma impressão negativa, mas acredito que manter o diálogo é crucial”, avaliou o secretário norte-americano.

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