(*) Atualizada às 11h58
O Serviço Postal dos Estados Unidos (USPS) anunciou que voltarão a aceitar pacotes da China e Hong Kong, poucas horas após terem informado a suspensão do serviço nesta quarta-feira (05/02).
“Estamos trabalhando em colaboração com as autoridades nas fronteiras para implementar um mecanismo de cobrança eficiente para as novas tarifas chinesas, a fim de garantir interrupções mínimas na entrega de pacotes”, afirmou o Serviço Postal dos EUA.
Mais cedo, após a declaração, o USPS havia informou que “as cartas e correspondências simples não serão afetadas”.
A confusão se deu após o presidente norte-americano, Donald Trump, revogar a regra que permitia que pacotes chineses com valor inferior a US$ 800 (R$ 4,6 mil) entrassem nos EUA sem taxação, implementando novas tarifas de 10% sobre todos os produtos importados do gigante asiático.
Com o anúncio, empresas de comércio eletrônico da China, como Alibaba, Shein e Temu, viram suas ações despencarem.
“Não precisamos de tarifas unilaterais adicionais, mas de diálogo e consulta”, comentou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, após Trump afirmar “não ter pressa” para conversar com seu homólogo Xi Jinping.
Segundo o diplomata, as tarifas de 10% impostas pelos EUA “ameaçam a cadeia de abastecimento com pressões que não levam a lugar nenhum”. Por esta razão, Washington “deve corrigir o erro”, afirmou Lin.
Além disso, o representante do governo chinês também acrescentou que Pequim “adotará todas as medidas necessárias para salvaguardar direitos e interesses legítimos de suas empresas”.