Sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
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Professores universitários e servidores do Estado aderiram à greve de 24 horas no setor de transportes. Os organizadores preveem cerca de 500 bloqueios de ruas e avenidas nas manifestações por reivindicações salariais. O governo alega que os sindicalistas protestam “porque não querem perder os seus privilégios”.

A greve iniciada à meia-noite desta quarta-feira (30/10) paralisa o transporte de carga rodoviário, aviões, barcos, linhas de metrô, ônibus interurbanos e trens. Nem mesmo os táxis circulam. Só há ônibus urbanos e carros por aplicativos. Porém, em algumas cidades do interior do país, também são esperadas paralisações de ônibus.

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As companhias aéreas brasileiras cancelaram os voos que chegam ou que partem da Argentina. A Aerolíneas Argentinas informou que pelo menos 27 mil passageiros foram afetados.

“É uma grande jornada nacional de protesto. Muito mais do que uma greve de transportes. A luta não é apenas por questões setoriais, mas pela Educação, pela Saúde, pelas aposentadorias e por tudo o que este governo está destruindo”, alerta o sindicalista do setor aeronáutico Juan Pablo Brey.

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A falta de transporte de carga e a interrupção das atividades portuárias paralisam embarques e desembarques de mercadorias.

“A greve nos transportes é contundente, mesmo que os ônibus funcionem”, garantiu o secretário-geral dos ferroviários, Omar Maturano, que já prevê que a próxima medida de força será por 36 horas ou uma greve geral.

Na Argentina, o transporte ferroviário é mais usado do que os ônibus, cruzando até mesmo áreas nobres de Buenos Aires.

O protesto sindical é contra o ajuste fiscal do governo do presidente Javier Milei. Uniram-se à paralisação os professores universitários e servidores do Estado. Movimentos sociais também programaram manifestações em todo o país.

“O governo Milei vai completar 11 meses. Já ficou claro quem ganhou e quem perdeu nesse período. As grandes empresas que operam no pregão da Bolsa quintuplicaram os seus lucros, enquanto os salários, as aposentadorias e os rendimentos da classe média e dos setores populares desmoronaram”, compara o líder da Associação de Trabalhadores do Estado, Rodolfo Aguiar.

X/Dani Rodriguez
Professores universitários, estudantes e servidores do Estado aderiram à greve organizada pelos sindicalistas de transportes na Argentina contra ajuste fiscal do governo de Javier Milei

Ônibus param em Buenos Aires na quinta-feira

Na quinta-feira (31/10), por 24 horas, haverá uma greve de ônibus na aérea metropolitana de Buenos Aires, completando dois dias de caos nos transportes. No caso dos motoristas de ônibus, a reivindicação é unicamente salarial. A categoria defende um reajuste de 20% retroativo a agosto. A reivindicação envolve o governo, que subsidia 70% do funcionamento dos ônibus.

O governo, por sua vez, diz que a greve desta quarta-feira é meramente política e procura jogar os sindicalistas contra aqueles que querem trabalhar.

“Os sindicalistas não te deixam trabalhar. Devido à medida de força dos sindicalistas para manterem os seus privilégios, nesta quarta não haverá serviço de transporte. Se te obrigarem a parar, liga para o número 134”, ouve-se pelos autofalantes das estações de trem.

“Os sindicalistas que fazem greve são defensores dos seus privilégios em detrimento da grande maioria. Só prejudicam os que querem trabalhar”, acusou o porta-voz da Presidência, Manuel Adorni.