O governo da Síria libertou nesta quarta-feira (28/12) 755 pessoas que haviam sido presas durante manifestações no país ocorridas nos últimos meses. Segundo o regime do presidente Bashar Al Assad, os libertados são acusados de crimes leves, sem delitos de sangue. A informação foi divulgada pela TV estatal síria.
A libertação ocorre em meio à visita de 50 observadores enviados pela Liga Árabe e faz parte de um acordo firmado com a organização para tentar por fim à violência no país, que já dura pelo menos nove meses.
Nesta terça, os observadores visitaram Homs, a segunda maior cidade da Síria e principal foco de oposição a Assad. De acordo com agência Efe, eles encontraram corpos e marcas de tiros em casas, além de terem conversado com familiares de vítimas para falar sobre as condições em que essas pessoas foram mortas.
Entretanto, o chefe da missão internacional, o sudanês Mohamed al-Dabi, disse à rede de TV Al Arabyia que a situação em Homs é de aparente calma. “Havia alguns lugares onde a situação não era boa”, disse o al-Dabi. “Mas não havia nenhuma ameaça, pelo menos enquanto nós estávamos lá. As coisas estavam calmas e não houve confrontos”
Nenhum represente da Liga Árabe chegou a dizer se os atos de violência são responsabilidade do governo ou dos insurgentes. Segundo Mohamed al-Dabi, é preciso mais tempo para as investigações.
A missão permanecerá em Homs durante esta quarta-feira e deve elaborar um relatório detalhado que será enviado ao secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Araby. Os opositores do CNS (Conselho Nacional Sírio) – órgão criado em Paris por dissidentes do regime e apoiado por países ocidentais – criticam o fato de a missão da Liga Árabe estar sendo acompanhada por representantes do governo, o que impediria a chegada dos observadores às áreas de maior conflito.
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