Um segundo incêndio de grandes proporções atinge áreas florestais do Chile e já deixou pelo menos um morto nesta segunda-feira (02/01), de acordo com informações das autoridades locais. Enquanto na Patagônia, o fogo já destruiu 12.700 hectares do Parque Nacional Torres del Paine, a região de Ñuble, na província de Bío-Bío, a 430 quilômetros ao sul de Santiago, passou a ser duramente afetada. Nesse segundo incidente, dez mil hectares já foram queimados, incluindo aproximadamente cem casas. Uma fábrica de papel celulose também foi atingida. As informações são do jornal chileno La Tercera.
Efe

Incêndio no local já dura cinco dias
“Lamentavelmente tenho que informar, segundo os dados entregues pela polícia de investigações, que há uma pessoa falecida, encontrada a dois quilômetros de Quillón”, disse Vicente Núñez, diretor do Onemi (Escritório Nacional de Emergências do Chile).
Segundo o diário Nación, a vítima seria um homem de 79 anos que se recusou a deixar sua casa após as ordens de retirada de moradores das áreas de risco pelo governo.
O fogo se espalha cada vez mais e se dirige agora à Cauquenes, na fronteira com a região de Maule. Os ventos dificultam o trabalho dos bombeiros e o incêndio, que já se alastrou pelas localidades de Quillón, Ñipas e Quirihue.
A polícia investiga o caso e trabalha com a possibilidade de que o incêndio tenha sido provocado intencionalmente. As primeiras pistas indicam que o fogo teve início em oito locais diferentes. Ele teve início na noite de sábado (30/12).
Patagônia
No incêndio de Torres del Paine, três dos seis focos principais do incêndio já foram contidos, segundo o ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter. Isso ocorreu principalmente em razão das chuvas e ventos deste final de semana. As boas condições meteorológicas também favoreceram os voos mais freqüentes de aeronaves anti-incêndio, importantes principalmente para as regiões de acesso mais difícil.
Para esta segunda-feira, está previsto um avanço no controle ainda maior, pois a meteorologia prevê ventos de 30 a 40 quilômetros por hora.
As autoridades acreditam que 70% do parque já está em condições de ser reaberto. “Se as condições se mantiverem boas e lograrmos o controle do incêndio, a capacidade turística (da região) não será tão afetada, porque os lugares de maior visitação, que são o Vale do Francês e a Vale das Torres, não foram atingidos”, afirmou Eduardo Katz, gerente de áreas protegidas da Conaf (Corporação Nacional Florestal).

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