Suspeito de ataque a centros religiosos em Nova York confessa autoria de crimes
Uma mesquita onde se encontravam 80 pessoas e um templo hindu foram vítimas de coquetéis molotov
Um suspeito de envolvimento com os atentados do último domingo (01/01) contra uma mesquita e um templo hindu foi interrogado pela polícia de Nova York e confessou a autoria dos crimes na última terça-feira (03/01). Ele é suspeito de atirar coquetéis molotv nesses dois centros religiosos e em adjacências.
Segundo o porta-voz policial Paul Browne, “o indivíduo confessou seu envolvimento em cada um dos cinco casos de explosão, citando queixas pessoais com cada local”.
Líderes de várias correntes religiosas, o comissário de polícia Ray Kelly e o prefeito Michael Bloomberg participaram de uma entrevista coletiva e interpretaram os ataques com coquetéis molotov como crimes religiosos.
A detenção do suspeito teve como base relatos de testemunhas e um vídeo em que ele aparece estacionando seu carro nos arredores de pelo menos dois dos cinco locais atacados. Kelly ressalva, contudo, que é cedo para falar em indiciamento do autor dos ataques.
Uma dos locais atingidos foi a Fundação Imã Al Khoei, uma instituição de orientação xiita situada no bairro do Queens. 80 pessoas que estavam reunidas em um jantar presenciaram o ataque. A outra explosão ocorreu em um templo hindu e deixou uma loja de conveniência e duas residências danificadas. Não houve feridos.
A polícia classifica os crimes como “hediondos” e garantiu que não deixará “pedra sobre pedra” para que os responsáveis sejam levados à justiça. Um posto de vigilância foi instalado no Queens.
O prefeito Michael Bloomberg disse não saber a razão dos ataques, mas assegurou que “Nova York não vai tolerar discriminação religiosa”.
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