Quinta-feira, 14 de maio de 2026
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O governo de Taiwan anunciou nesta quarta-feira (26/11) um aumento de US$ 40 bilhões (R$ 215 bilhões) em seu orçamento de Defesa, em resposta ao que descreve como ameaças “intensificadas” e ações de preparação militar da China.

O presidente Lai Ching-te afirmou que sua administração está comprometida em fortalecer as capacidades defensivas da ilha em cooperação com os Estados Unidos. Ele disse que atual cenário não se trata de “luta ideológica” ou de debate entre unificação e independência, mas de “uma luta para defender a ‘Taiwan democrática’ e recusar ser a ‘Taiwan da China’”.

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A resposta de Pequim foi imediata. Peng Qingen, porta-voz do Escritório de Assuntos de Taiwan, acusou a ilha de desperdiçar recursos “para agradar potências externas”. “Isso só lançará Taiwan no desastre”, afirmou.

O anúncio ocorre após a conversa telefônica entre Donald Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, ocorrida nesta terça-feira. Xi reiterou que Taiwan “é parte integral do território chinês” e disse que sua “volta à China integra a ordem internacional do pós-guerra”.

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Presidente Lai Ching-te anuncia aumento de US$ 40 bilhões em Defesa contra ameaças da China
高雄市政府捷運工程局 / Wikimedia Commons

O pacote

Segundo The Guardian, o novo pacote foi anunciado após um briefing do Conselho de Segurança Nacional frente a um aumento dos custos em defesa, de pelo menos US$ 8 bilhões (R$ 43 bilhões) em relação ao previsto anteriormente. Com o pacote, gasto militar taiwanês significará 3,3% do PIB em 2026, com promessa de chegar a 5% até 2030.

Os recursos planejados para o período de 2026 a 2033 visam o financiamento de novas tecnologias baseadas em inteligência artificial, mísseis e drones e melhorar o sistema de compras militares.

Lai também afirmou que o maior risco de anexação não é uma ação militar chinesa, mas Taiwan “desistir” de sua autodeterminação. “A história provou que ceder à agressão apenas traz guerra e escravidão”, afirmou.

E acrescentou que a proposta chinesa de governança no modelo “um país, dois sistemas”, semelhante à aplicada em Hong Kong, deve ser vista como uma “linha vermelha inviolável para a sociedade taiwanesa”.

Segundo The Guardian, Raymond Greene, representante da American Institute in Taiwan — a embaixada de fato norte-americana — disse que o aumento é “um passo importante para manter a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan ao fortalecer a dissuasão”.