O julgamento de Wang Lijun, ex-braço-direito do dirigente chinês Bo Xilai, foi encerrado nesta terça-feira (18/09) com uma audiência pública em um tribunal de Chengdu, após a sessão fechada de ontem, confirmou à Agência Efe sua advogada, Wang Yuncai.
“O julgamento terminou, mas ainda não se sabe a sentença e nem quando ela será divulgada publicamente”, confirmou sua advogada. Wang Lijun foi julgado nesta segunda (17/09) por deserção e manipulação em uma sessão a portas fechadas, pois nela seriam abordados segredos de Estado, segundo sua defesa.
NULL
NULL
Nesta terça (18/09) foi realizada a audiência pública para abordar as acusações de aceitação de suborno e abuso de poder, delitos que se forem considerados corrupção em grande escala podem ser punidos com a morte na China.
Anteriormente, a Promotoria declarou que “os fatos relacionados com os delitos estão claros e as provas são concretas e abundantes”.
Wang Lijun, ex-chefe de polícia de Chongqing quando Bo Xilai era secretário-geral do Partido Comunista chinês nesta cidade, causou o maior escândalo político da China em décadas quando em agosto se refugiou no consulado dos EUA em Chengdu.
O ex-chefe de polícia revelou então a má conduta de seu chefe, que era um dos políticos com maior projeção na China, e sugeriu que a morte do britânico Neil Heywood, em novembro de 2011, em Chongqing, não tinha sido um acidente.
Cerca de um mês depois, Bo Xilai foi destituído de seu cargo e quase de forma simultânea, sua esposa, Gu Kailai, foi acusada pelo homicídio de Heywood.
Muitos analistas preveem que Wang será condenado à prisão perpétua, mas ainda não se sabe a dimensão dos crimes financeiros de que é acusado.
Antes do escândalo, Bo e Wang eram louvados por alguns políticos e pelos meios de comunicação chineses por sua luta contra a corrupção em Chongqing.