Sexta-feira, 7 de agosto de 2026
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O presidente eleito americano, Donald Trump, nomeou nesta sexta-feira (11/11) três de seus filhos e seu genro para fazerem parte da equipe de transição de governo, que, chefiada pelo vice Mike Pence, definirá quem preencherá os mais altos cargos em Washington.

O anúncio foi feito logo depois que os assessores de Trump se reuniram na Trump Tower, em Nova York, para começar a avaliar candidatos para o gabinete. O magnata terá que preencher 4 mil vagas após assumir o cargo, em 20 de janeiro do ano que vem.

“A missão de nosso time será clara: juntar o grupo mais qualificado de líderes bem-sucedidos para implementar nossa agenda de mudança em Washington”, disse Trump em comunicado.

Ivanka, Donald Jr. e Eric, além de Jared Kushner, genro de Trump, assumirão também o controle dos negócios do magnata, que argumenta que o arranjo não violará as leis de conflito de interesses.

picture-alliance/AP Photo/M. Altaffer

Donald Trump com a filha Ivanka, o genro Kushner e a esposa Melania

Ivanka, Donald Jr. e Eric farão parte da força-tarefa que decidirá quem preencherá os maiores cargos do governo

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Nomes cotados

Analistas concordam que Trump precisa de nomes de peso e que conheçam os bastidores do poder, para compensar a falta de experiência política do bilionário. O chefe de gabinete deve ser o primeiro anunciado. E quem parece ter as melhores cartas é Reince Priebus, presidente do Comitê Nacional do Partido Republicano, e Corey Lewandowski, ex-coordenador da campanha presidencial de Trump e atual comentarista da CNN.

Como secretário de Estado, se fala em Newt Gingrich, conservador de direita, ex-presidente da Câmara e defensor ardoroso de Trump. Também é cotado Bob Corker, senador pelo Tennessee e presidente da comissão de relações exteriores do Senado. Também se comenta que Trump pensa ainda em John Bolton, ex-embaixador dos EUA na ONU e descrito como neoconservador.

Para a pasta da Defesa, são lembrados o general de três estrelas reformado Michael Flynn e o senador Jeff Sessions, do Alabama. Flynn foi um dos mais próximos assessores do magnata nova-iorquino durante a campanha eleitoral. Ele participou várias vezes como perito em programas do canal Russia Today (RT), onde, entre outras coisas, defendeu uma maior cooperação entre os EUA e a Rússia na luta contra o “Estado Islâmico”. Já Sessions foi um dos primeiros senadores a apoiarem Trump. Ex-oficial do Exército, ele é membro da comissão de defesa do Senado.

Também aparece nas apostas ministeriais a ex-candidata a vice-presidente e ex-governadora do Alasca Sarah Palin, como possível secretária do Interior.

Para secretário de Justiça ou para procurador-geral, o governador de Nova Jersey, Chris Christie, é um dos nomes lembrados, ele que já havia sido cotado temporariamente para a vice-presidência. Entretanto, Christie é considerado politicamente enfraquecido, devido a um escândalo em seu estado, o chamado Bridgegate. O nome mencionado mais frequentemente para o cargo é Rudolph Giuliani. O ex-prefeito de Nova York também foi ativo na campanha de Trump.

Steven Mnuchin, ex-executivo do Goldman Sachs, pode se tornar secretário do Tesouro. Ele foi tesoureiro de campanha do bilionário. Mnuchin é politicamente inexperiente, mas a mídia dos EUA afirma que ele pode ajudar a fazer uma ponte com a população judaica. Também é lembrado o nome do bilionário Carl Icahn, presidente das Icahn Enterprises.