Terça-feira, 21 de abril de 2026
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Em mais um ataque ao sistema eleitoral norte-americano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (18/08) que assinará uma ordem executiva para acabar com o voto por correio e pelas urnas eletrônicas no país. Segundo ele, o objetivo é “trazer honestidade às eleições de meio de mandato de 2026”, ou seja, no pleito que irá renovar o Congresso.

Há anos, o magnata dissemina alegações infundadas sobre fraude eleitoral nos EUA pelo voto postal, embora os republicanos tenham conquistado vantagens significativas justamente com esta modalidade na última eleição presidencial. No ano passado, pouco mais de 30% das cédulas foram enviadas por correspondência. O histórico de ataques de Trump ao método de votação é consequência do pleito de 2020, ocasião em que perdeu a vaga na Casa Branca para o democrata Joe Biden.

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“A farsa do voto por correio, usando máquinas de votação que são um desastre completo e total, deve acabar, agora!!!”, escreveu Trump na plataforma Truth Social. Na publicação, o mandatário norte-americano descreveu as máquinas de votação como “imprecisas e caras”, além de alegar inverdades de que os EUA são “o único país do mundo que utiliza a votação por correspondência”— na realidade, várias nações, como Alemanha, Canadá e Reino Unido, fazem uso do método.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump diz que irá acabar com urnas eletrônicas e votos por correio
Joyce N. Boghosian

Apesar do ataque de Trump, ele não tem o poder para eliminar unilateralmente o voto por correio. A Constituição dos EUA concede aos estados individualmente — e não ao presidente — a autoridade para definir regras eleitorais, incluindo métodos de votação. Somente o Congresso poderia interferir nessa estrutura, o que torna improvável qualquer mudança radical sem aprovação legislativa.

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Para se defender, o magnata argumentou que os estados eram “meramente agentes” e que deveriam “fazer o que o Governo Federal, representado pelo presidente dos Estados Unidos, lhes diz”.

O anúncio veio depois de seu encontro com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante a cúpula de sexta-feira (15/08) no Alasca, quando o assunto foi levantado nas conversas. Em entrevista à conservadora Fox News, Trump alegou que o líder do Kremlin concordou com ele que a eleição de 2020 havia sido fraudada em favor de Biden.

“Ele disse: ‘Sua eleição foi fraudada porque vocês têm votação por correspondência'”, citou Trump, em uma tentativa de validar suas acusações. Segundo o magnata, os democratas teriam sido “praticamente inelegíveis” sem tal método de votação.